A cidade de Franca, no interior de São Paulo, registrou, nesta segunda-feira (23), o início dos velórios das seis vítimas fatais do acidente náutico ocorrido no Rio Grande. A colisão da embarcação, que transportava 15 pessoas, contra um píer de madeira na divisa entre Rifaina (SP) e Sacramento (MG), mobilizou equipes de resgate de ambos os estados.
O caso que mais gera comoção é o de Viviane, que celebrava o seu aniversário de 36 anos no dia do acidente. Ela comemorava a data com amigos e familiares quando a lancha virou. O seu filho, o pequeno Bento, de apenas 4 anos, também não resistiu. Veja quem são as outras vítimas:
- Wesley Carlos da Silva;
- Marina Rodrigues
- Erica Fernanda Lima
- Juliana Fernanda de Oliveira
O homem que conduzia a embarcação também morreu no local. Ao todo, seis pessoas perderam a vida. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, as mortes ocorreram porque, com o impacto, a lancha tombou e as vítimas ficaram presas por baixo da estrutura submersa.
Detalhes sobre a segurança
Um dado alarmante revelado pelas autoridades é que, dos 15 ocupantes, apenas três utilizavam coletes salva-vidas no momento do acidente. Ironicamente, esses três passageiros estão entre os mortos, pois o equipamento não foi suficiente para evitar que ficassem presos sob o casco da lancha após o tombamento.
Todas as seis vítimas eram residentes de Franca, cidade localizada a cerca de 70 km de Rifaina, um destino turístico muito procurado por moradores da região. Os velórios tiveram início na manhã desta segunda-feira sob um forte clima de consternação.
Investigação
A Polícia Civil de Minas Gerais ficará a cargo das investigações, já que o acidente ocorreu no lado mineiro da divisa. Outras nove pessoas ficaram feridas no acidente e foram socorridas por equipas de resgate de São Paulo e Minas Gerais.