O tratamento com canetas emagrecedoras vai muito além da perda de peso na balança e exige atenção redobrada à saúde muscular. Médicos e especialistas alertam que o uso desses medicamentos pode resultar na perda significativa de massa magra, um fator diretamente ligado à longevidade e ao bom funcionamento do organismo.
A gerente administrativa Shayene Nascimento relatou que começou a usar uma caneta emagrecedora há quatro meses e perdeu 11 quilos, mas também acabou perdendo músculos por não saber que precisava aliar o tratamento à dieta e à musculação. Segundo especialistas, em média, para cada dez quilos de peso que um homem perde, de dois a dois quilos e meio são de massa muscular; no caso das mulheres, essa perda chega a um quilo e meio.
A importância da massa magra e dos cuidados médicos
Durante o tratamento para controlar a diabetes e tratar a obesidade -- condição que pode desencadear doenças graves como hipertensão, infarto e AVC --, a perda de massa magra afeta o corpo como um todo. De acordo com a nutróloga Andrea Pereira, o tecido muscular é essencial para a vida e melhora a resposta do organismo em casos de doenças, além de abranger musculaturas fundamentais para as funções cardíacas e respiratórias.
Para evitar complicações, os médicos recomendam um acompanhamento multidisciplinar que inclua nutricionista, instrutor físico e apoio psicológico.
Popularização dos medicamentos no Brasil
O cenário de uso desses medicamentos tende a crescer com a popularização no país. Um levantamento recente mostrou que uma a cada três residências brasileiras tem pelo menos um morador que usa ou já usou caneta emagrecedora.
Nesta semana, chegou às farmacias brasileiras a primeira caneta produzida no país à base de semaglutida, com a versão de um miligrama custando por volta de R$ 500.