Melody 94.1 - A FM dos Grandes Momentos
Tragédia em rope jump: Organizadora de evento mandou apagar vídeo da queda

Uma testemunha ouvida na investigação sobre a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em Limeira (interior de SP), afirmou à Polícia Civil que a organizadora do evento, Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos, determinou que o vídeo gravado pela câmera fixada no braço da vítima fosse apagado.

Maria Eduarda morreu em 13 de junho durante um salto de rope jump. A prática consiste em ser arremessada de uma ponte preso a cordas. No caso dela, no entanto, ela foi jogada sem as cordas necessárias. A câmera que estava presa a jovem sumiu do local da queda e ainda não foi encontrada.

De acordo com a testemunha, que prestava serviços para a organizadora no dia da morte da jovem, imediatamente após a queda, Evelyne demonstrou preocupação em recuperar a câmera usada no salto, segundo trecho do depoimento que consta no relatório final do inquérito.

Segundo ele, houve menção expressa de que seria necessário apagar o vídeo registrado, o que foi por ele recusado naquele momento em razão da prioridade no atendimento à vítima. --trecho do nquérito policial

O rapaz contou também que, ao retornar à parte superior da ponte, a mulher reiterou a preocupação com a câmera, "bem como solicitou que fossem retirados equipamentos do local e encaminhados ao veículo, o que ele afirmou ter cumprido". O relato sobre a câmera foi feito no terceiro depoimento do integrante da equipe --que funcionava como uma empresa, mas não era formalizada.

A investigação não conseguiu identificar quem foi o responsável por retirar uma câmera que estava acoplada ao corpo da vítima. João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva foi preso pela suspeita de ter sumido com a câmera, mas o inquérito mostrou que não foram encontrados indícios suficientes de autoria. Em carta, ele já havia negado a acusação.

Em relação a Evelyne, indiciada pela morte da jovem e por fraude processual, o relatório apontou que "houve manifesta preocupação da investigada com a recuperação da câmera usada pela vítima durante o salto, equipamento potencialmente apto a registrar a integralidade da dinâmica dos fatos". A defesa dela diz que discorda do indiciamento.

Soma-se a isso o fato de que a própria investigada admitiu ter desativado perfil relacionado à atividade em rede social logo após os acontecimentos, circunstância que, embora isoladamente não configure ilícito penal, associada aos demais elementos colhidos, revela possível propósito de restringir o acesso a registros e informações potencialmente relevantes para a reconstrução dos fatos. --delegada Andréa Dantas Levy no inquérito

Conforme a investigação, ao menos três testemunhas relataram que um homem retirou a câmera que estava acoplada ao corpo da vítima. Porém, nenhuma conseguiu reconhecê-lo. Duas testemunhas disseram que se tratava de um homem de cabelo escuro e que usava uniforme da equipe responsável pela atividade.

A tragédia

O salto que matou a jovem aconteceu em 13 de junho. A corda que deveria estar presa ao corpo dela foi esquecida no chão pela equipe organizadora. Vídeos publicados em redes sociais mostram que, assim que a jovem foi arremessada de uma altura de 40 metros, algumas pessoas que aguardavam o salto perceberam a falta do equipamento e se desesperaram. O socorro chegou a ser acionado, mas ela morreu no local.

Além da organizadora do evento, em outro inquérito, concluído em 22 de junho, também foram indiciados por homicídio com dolo eventual --quando não há intenção, mas se assume o risco de matar-- os três instrutores que aparecem no vídeo lançando Maria Eduarda sem cordas de cima da Ponte do Esqueleto. Os três estão presos preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado.

Com Estadão Conteúdo

Fonte: Band.
Carregando os comentários...
Clássicos do Pop Rock com Programação Melody
Stereo Mcs - Step It Up
Carregando... - Carregando...