O tenente-coronel Geraldo Neto, acusado pela polícia de matar a própria esposa, a soldado Gisele Alves, passou mal nesta sexta-feira (20) e precisou de atendimento médico. O incidente ocorreu logo após o oficial passar pela audiência de custódia, realizada após sua prisão.
Neto afirmou que foi “conduzido cordialmente” pelos policiais na audiência de custódia e que recebeu um “tratamento muito educado e cordial”, mas reclamou da presença da imprensa no local, o que pode ter causado o mal estar. “Eu estava me sentindo constrangido com a quantidade de repórteres e pessoal da imprensa na frente da delegacia da corregedoria”.
O acusado disse que tem histórico de pressão alta e costuma carregar um anti-hipertensivo sempre com ele: “Eu ando sempre no bolso da minha calça com uma cartelinha. Porque quando eu fico muito, vamos dizer assim, estressado, por algum motivo, nervoso, daí sobe minha pressão e eu tenho que tomar. Eu deixei (o remédio) com o tenente que está de oficial de dia. E aí, se eu precisar fazer uso, pelo que o tenente me explicou, eu vou ter que ir até o IS (inspeção de saúde) para retirar”, disse.
A investigação aponta o militar como o principal suspeito do crime. Segundo as autoridades, o conjunto de provas técnicas colhidas até o momento reforça a tese de feminicídio, o que deve fundamentar a denúncia perante o juízo ou um eventual júri popular.
A polícia baseia suas conclusões no cruzamento de dados da reconstituição do crime e nos laudos periciais realizados no local. Para os investigadores, as evidências tornam difícil sustentar outra possibilidade que não o envolvimento direto do oficial na morte de Gisele.