Treze mulheres denunciaram um tatuador do Rio Grande do Sul acusado de violência contra a mulher. O Jornal da Band ouviu uma das vítimas, a psicóloga Kelly Soares, que relembrou as agressões sofridas. Kelly Soares relatou que as agressões começaram com insultos e destruição de seus pertences, evoluindo para chutes, torções e episódios de estrangulamento.
Na época, ela recebeu medidas protetivas e o exame de corpo de delito constatou lesões em mais de dez partes do corpo, provocadas por um instrumento contundente.
Quatro anos depois da denúncia feita por Kelly em 2017, o tatuador Vinícius Roig foi condenado por lesão corporal e ameaça. Como na época do crime ainda não havia a lei de feminicídio, a pena por ter espancado uma mulher foi branda, consistindo em sete meses em regime aberto e serviços comunitários. De lá para cá, o suspeito não parou de cometer crimes.
Vinícius Roig da Silva foi preso preventivamente na semana passada em uma investigação conduzida pela Delegacia de Torres, no litoral norte gaúcho. Ao todo, são 19 denúncias feitas por mais de 12 mulheres, incluindo acusações de agressões e crimes sexuais. A própria irmã do acusado reuniu relatos de vítimas que agora pedem justiça.
A Band não se cala
O Grupo Bandeirantes lançou a ação "Band Não Se Cala" para reforçar a conscientização e o incentivo às denúncias de agressões, estupros e feminicídios em todo o Brasil. A mobilização pretende engajar a sociedade no acolhimento às vítimas e no enfrentamento da impunidade.
Dados apresentados na divulgação mostram a dimensão da urgência do tema no território nacional. A cada 30 segundos, uma mulher aciona a Polícia Militar para pedir socorro no país. Além disso, as estatísticas indicam o registro de um estupro a cada 6 minutos e um feminicídio a cada 6 horas no Brasil. O quadro expõe uma rotina marcada pelo medo, pela solidão e pelo silêncio das vítimas.
Dados apresentados na divulgação mostram a dimensão da urgência do tema no território nacional. A cada 30 segundos, uma mulher aciona a Polícia Militar para pedir socorro no país. Além disso, as estatísticas indicam o registro de um estupro a cada 6 minutos e um feminicídio a cada 6 horas no Brasil. O quadro expõe uma rotina marcada pelo medo, pela solidão e pelo silêncio das vítimas.
A campanha orienta a população a manifestar repúdio direto a qualquer tipo de agressor e a prestar apoio às vítimas. As orientações reforçam a necessidade de notificar os órgãos competentes ao presenciar ou suspeitar de episódios de agressão.