O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou, nesta quinta-feira (26), a proposta que prevê o fim da escala 6x1, atualmente em debate no Congresso Nacional.
Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o governador classificou a medida como "populista" e alertou para os riscos de aumento da informalidade e prejuízos aos pequenos empreendedores caso a mudança seja imposta por lei, sem considerar as especificidades de cada setor.
Para Tarcísio, a melhor forma de tratar a jornada de trabalho não é por meio de uma decisão centralizada em Brasília, mas sim através do diálogo direto entre as categorias.
"Qual seria a melhor forma de endereçar isso? São as convenções coletivas, o acordo patrão-empregado, o acordo categoria-empregador, porque é isso que vai resolver o problema", afirmou o governador.
Impacto no emprego e informalidade
O chefe do Executivo paulista demonstrou preocupação com o impacto da proposta na geração de postos de trabalho. Segundo ele, uma mudança na legislação pode surtir o efeito oposto ao desejado pela proposta.
"A gente vai atacar frontalmente a geração de emprego - que é o que não queremos fazer - e vamos empurrar mais gente para a informalidade. Aí o Brasil vai se tornando o país da informalidade, e ela será crescente", alertou.
Tarcísio também destacou que a flexibilização trazida pela reforma trabalhista permitiu que setores se adaptassem às necessidades dos consumidores, citando como exemplo o funcionamento de lojas de material de construção aos domingos. Para ele, a manutenção dessa flexibilidade é vital para a saúde financeira dos negócios.
"Preservar o emprego é fundamental. Preservar a solvência dos nossos negócios, preservar os nossos empreendedores, o microempreendedor, o pequeno empreendedor... é fundamental. E aí não cabe o populismo, porque a matemática é implacável", concluiu o governador.