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Sócios de Virginia são investigados por lavagem de dinheiro
Foto: reprodução Instagram

Os empresários Samara Martins e Thiago Stabile, sócios de Virginia Fonseca e do empresário chinês Chaopeng Tan na empresa de cosméticos Wepink, passaram a ser investigados pela Polícia Civil de São Paulo (PCSP) no inquérito que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”. 

As apurações por suspeita de lavagem de dinheiro contra Karen Mori decorrem de sua ligação com o PCC. Ela é viúva de Wagner Ferreira da Silva, conhecido como Cabelo Duro, executado em 2018 em Santos. 

De acordo com a Revista Piauí, o inquérito em questão apura se Mori utilizou dinheiro com origem no tráfico de drogas para empreendimentos em empresas fantasmas, negócios imobiliários e de beleza, como é o caso da Pink Lash, que antecedeu a Wepink.

A "Japa do PCC" chegou a afirmar que investiu R$ 800 mil na primeira loja da rede em 2017. “Eu era uma cliente da Samara [Martins], ela fazia os meus cílios. E, em determinado momento, propus fazermos essa sociedade, sendo 50% para mim e 50% para eles”, disse para a própria matéria da Piauí.

O delegado Renato Mazagão Junior, da Polícia Civil de São Paulo, estabeleceu diligências para localizar Samara e Thiago no dia 16 de julho. Em paralelo, Virginia é também investigada pela Polícia Federal por suspeita de ilegalidades em operações financeiras dela e das empresas das quais é sócia.

Na condição de sócia, Mori participou de eventos institucionais da Pink Lash, a exemplo de uma feira de beleza realizada em junho de 2019, em São Paulo, que contou com os cantores Belo e Gracyanne Barbosa como garotos-propaganda. Registros fotográficos daquele mesmo ano também mostram Virginia Fonseca ao lado de Samara Martins e Karen Mori em um compromisso da marca. “Eu acho que encontrei a Virginia algumas vezes”, relembra Mori. A influenciadora descobriu os serviços da rede pelas redes sociais e passou a frequentar o espaço para cuidar dos cílios em troca de divulgação na internet. Com o tempo, Samara aproximou-se de Virginia, enviando presentes rotineiros. “Em 2020, quando a Virginia se mudou para Goiânia, enviamos uma poltrona rosa de presente. Também pagávamos passagem de avião para a nossa melhor funcionária ir fazer os cílios dela”, pontua Mori.

Com o passar do tempo, contudo, o relacionamento entre Mori e o casal Martins-Stabile deteriorou-se, causando o afastamento definitivo de Mori quando ambos se uniram ao empresário chinês Chaopeng Tan para fundar a Wepink, marca de cosméticos lançada em 2021 cuja linha de fragrâncias imita perfumes famosos de grifes internacionais.

“A Samara e o Stabile entraram com o marketing, a Virginia, com a divulgação dos produtos através de suas redes sociais, e o chinês, com o dinheiro”, resume Mori. A estrutura societária dividiu-se em fatias iguais de 33,3% para cada parte. As marcas Pink Lash e Wepink chegaram a operar simultaneamente até o final de 2021, momento em que Martins e Stabile exigiram o encerramento da sociedade com Mori. “Eles me falaram assim: ‘Ou você vende a sua parte para a gente ou decretamos falência.’ Eu fui usada de escada, me dispensaram quando os chineses apareceram.”

Fonte: Fabíola Nishi.
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