A Polícia Civil prendeu na madrugada desta quarta-feira (28), o síndico de um edifício suspeito de assassinar a corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos. O filho do investigado também foi detido sob a acusação de acobertar o crime e obstruir o trabalho das autoridades. O caso aconteceu em Caldas Novas, em Goiás.
O caso, que era tratado como desaparecimento, teve um desfecho após o autor confessar o crime e indicar o local onde ocultou o cadáver, em uma área de mata.
Os mandados de prisão temporária são cumpridos após uma investigação que monitorou a movimentação no condomínio onde a vítima residia. O síndico afirma aos policiais que encontrou Daiane no subsolo do prédio, onde ambos iniciaram uma discussão violenta. Para evitar o registro de imagens, o homem utilizava as escadas do edifício e teria escolhido o setor do quadro de luz, um ponto cego das câmeras de segurança, para abordar a corretora.
Dinâmica do crime e ocultação de cadáver
A investigação reconstrói os últimos momentos de Daiane. A vítima percebe que apenas o seu apartamento está sem energia elétrica, enquanto o hall do andar permanece iluminado. Ela utiliza o elevador para ir até o subsolo verificar o problema. Durante o trajeto, Daiane grava um vídeo para uma amiga relatando a falta de luz. No subsolo, ocorre o encontro com o síndico.
A suspeita da polícia é de que a vítima tenha gravado imagens do agressor, o que teria motivado o ataque. Após o homicídio, o síndico coloca o corpo da corretora na carroceria de uma picape e deixa o prédio para fazer a desova. A perícia técnica trabalha agora para esclarecer a causa exata da morte, que ocorreu em poucos minutos, conforme o cronograma da investigação.
O filho do síndico é apontado como cúmplice por ter auxiliado o pai na compra de um novo aparelho celular após o crime e por tentar atrapalhar o avanço das apurações. No momento da prisão, os agentes encontram malas prontas no apartamento do síndico, o que indica uma tentativa de fuga iminente.
O porteiro que estava de serviço no dia do crime também é encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos sobre a movimentação no condomínio. O autor confesso responde por homicídio e ocultação de cadáver, enquanto a polícia aprofunda a investigação para determinar a extensão exata da participação do filho nos eventos.