Um dos envolvidos no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos se entrega à Polícia. Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, se apresentou na Delegacia de Copacabana, que investiga o caso.
Ainda são considerados foragidos pelo crime: Bruno Felipe dos Santos Allegretii, de 18 anos, João Gabriel Xavier Bertho, de 19, e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18, que é filho do subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do Governo do Rio, Vitor Hugo Oliveira Simonin.
Os quatro são réus pelo crime de estupro com cuncurso de pessoas.
Após relatos nas redes sociaisl, a Polícia Civil começou a investigar de Bruno fugiu para a Europa e João Gabriel, para os Estados Unidos. Segundo fontes da BandNews, a Polícia Federal informou à corporação que não há registro de saída dos dois do país.
Na segunda-feira (2), o desembargador Luiz Noronha Dantas negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa dos acusados. O caso aconteceu que está em segredo de justiça aconteceu no dia 31 de janeiro.
O apartamento onde ocorreu o crime aconteceu na casa do subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do Governo do Rio, braço da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. José Carlos Costa Simonin, que é pai de Vitor Hugo. O subsecretário não estava presente no momento do estupro. O imóvel é alugado em plataformas de hospedagens.
A titular da pasta, Rosângela Gomes, disse que recebeu com surpresa o envolvimento parental de José Carlos Costa Simonin e que não compactua com nenhum ato que fira a dignidade feminina. No entanto, ela não disse se vai exonerar o subsecretário.
Segundo as investigações, a vítima foi atraída pelo ex-namorado que também é procurado pela Polícia. Contra ele há um mandado de busca e apreensão. O menor de idade é filho de uma policial penal.
Vitor Simonin e o menor de idade são alunos do Colégio Pedro II, um dos mais tradicionais do Rio. Segundo o grêmio estudantil, eles já tinham sido citados anteriormente em situações de assédio e vazamento de imagens de estudantes. A instituição já deu início ao processo de expulsão dos dois.
A vítima procurou a Delegacia de Copacabana no mesmo dia do crime. O exame de corpo de delito identificou lesões relacionadas à violência física, como ferimentos na área genital, sangue, hematomas nas costas e nos glúteos e suspeita de fratura na costela.
A adolescente foi agredida por todos os envolvidos, segundo as investigações, com sessões de tapas e chutes.
Em depoimento, a menina disse que recusou ter relações sexuais com os demais amigos do ex-namorado dela, mas que mesmo assim foi forçada pelo grupo. A menor de idade também afirmou que os homens a impediram de sair do quarto do apartamento.
O delegado disse ainda que recebeu relatos de possíveis outras vítimas pelas redes sociais.