Ratinho quebrou o silêncio e usou parte do seu programa no SBT, na noite da última segunda-feira (10), para se defender das acusações de homofobia após chamar o cantor Tiago Piquilo, da dupla Hugo & Tiago, de "viado".
O comentário aconteceu quando Ratinho viu que Tiago Piquilo havia platinado o cabelo. "Você pintou o cabelo? Você tá com uma cara de 'viado'...", disse o apresentador.
Tiago Piquilo reagiu sem confrontar o apresentador. "É um tal de inventar moda, né?", respondeu o cantor.
Após a repercussão e críticas, o apresentador virou alvo de uma queixa-crime apresentada ao MP.
"Eu sempre brinquei com todo mundo que vem aqui no programa. Eu nunca desrespeitei uma pessoa sequer na vida. A coisa que eu mais tenho pelas pessoas é respeito. O Brasil sabe que eu brinco. Há 28 anos que eu brinco na televisão e nunca desrespeitei uma pessoa sequer. Quando eu brigo, eu brigo, eu não desrespeito, eu vou pro tapa, vou pro soco, vou pro pontapé. Mas nunca desrespeitei ninguém", disse Ratinho.
Ratinho não citou o nome do deputado estadual suplente Agripino Magalhão, que foi o responsável pela queixa-crime contra ele, mas afirmou que o político queria tirar vantagem com o episódio.
"O senhor que está me processando está usando de uma entidade para levar vantagem. Não vou falar seu nome, você não merece que eu fale. O senhor sabe que eu estava brincando. Então, para com bobagem. E a Justiça do Brasil já tem muito processo. Vai incomodar de novo, mais uma vez, juiz, a fim de ganhar dinheiro", disparou.
Em seguida, avisou que pretende mudar sua postura diante das câmeras para evitar novas ações judiciais. Para justificar a decisão, o apresentador lembrou de uma situação envolvendo Silvio Santos (1930-2024). Segundo Ratinho, o fundador do SBT decidiu parar de brincar com crianças depois de ter sido questionado por um promotor sobre a maneira como se dirigia a elas. "Eu não brinco mais. É melhor, mais fácil e evito processo", completou.
Galvão Bueno, que estava ao vivo dividindo tela antes da exibição do Galvão F.C., entrou na conversa e saiu em defesa do apresentador. "Eu sou testemunha. No seu primeiro programa de televisão, lá no Paraná, você nunca desrespeitou ninguém. Nunca na vida. Eu não sei o que foi, me conta a história, mas sou sua testemunha", disse.