Um acidente com um helicóptero ocorrido na madrugada do último sábado, na cidade de Iaras, no interior de São Paulo, tornou-se alvo de investigação policial após o resgate das vítimas. Três homens sobreviveram à queda da aeronave em uma área rural e, durante a identificação realizada pelas autoridades, tiveram apontadas conexões com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

O resgate teve início após os próprios ocupantes ligarem para o Corpo de Bombeiros, por volta de 0h45, e repassarem coordenadas da localização. Com o clarear do dia, o helicóptero Águia foi acionado e localizou a aeronave no matagal. As equipes por terra e ar encontraram as três vítimas vivas e conscientes, realizando o transporte dos feridos para unidades de saúde da região.
As suspeitas começaram no momento do reconhecimento. Um dos ocupantes, um homem de 44 anos, forneceu um nome falso aos agentes. A farsa foi descoberta com a consulta a equipamentos policiais e o uso da tecnologia da Muralha Paulista, que confirmou tratar-se de um homem procurado pela Justiça, com passagens por roubo e tráfico de drogas.
A polícia também identificou os outros dois ocupantes da aeronave. Um dos passageiros possui ligação com o PCC na região do Guarujá. Já o piloto cumpriu 15 anos de prisão pelo crime de tráfico de drogas, por transportar entorpecentes do Paraguai para o Brasil.
Nenhuma droga foi encontrada dentro da aeronave no momento do resgate. Em depoimento à polícia, os ocupantes afirmaram que saíram do interior paulista e tinham como destino a cidade de Londrina, no Paraná. A rota relatada coincide com um trajeto conhecido pelo trânsito de drogas e armas.
A Polícia Civil investiga o que o trio planejava e a relação dos passageiros com o crime organizado. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), da Força Aérea Brasileira, também abriu apuração sobre a queda. A aeronave não tinha autorização para realizar táxi aéreo e estava com as vistorias em atraso.