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'Qualquer um sabe que Lula e Flávio serão os 1º colocados', diz Caiado sobre pesquisas
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou em entrevista à BandNews TV que “qualquer um sabe” que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) serão os primeiros colocados ao se referir a pesquisas eleitorais.

“A escolha da Presidência da República vai ser um debate onde ocorrerá no momento em que nós estivermos face a face com a população e a população analisando o que cada candidato tem. Agora você vem de um recall enorme, de um partido que está no poder há 20 anos e ninguém desconhece a liderança do Jair Bolsonaro. Então, esses dois candidatos, se sair em uma pesquisa, qualquer um sabe que os dois serão ali os primeiros colocados”, disse Ronaldo Caiado.

“Agora, essas posições, elas prevalecerão no momento dos debates, no momento que nós começarmos as campanhas, as credenciais que cada um apresenta? Elas não seriam suficientes para poder optar por aquele que pudesse ter a segurança que seria o melhor médico para operar o seu filho? Então, é assim que eu acredito a política”, acrescentou.

O pré-candidato do PSD pontuou que a estrutura política está sendo estruturada em cada estado do Brasil e lembrou do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que o apoia.

“Essa fase não é terminativa na data de hoje. Nós estamos em um processo de campanha, eu estou estruturando a minha equipe ainda, porque eu tenho menos de 20 dias de campanha. Então, é difícil querer cobrar um performance de quem vai ainda atravessar uma Copa do Mundo e depois entrar em um processo de maior confronto de ideias para que a sociedade decida. Então, fazer hoje uma definição é extremamente antecipada e tanto é que vê que as pesquisas já estão começando a mexer”, destacou Caiado.

Aliança com Romeu Zema

Ao ser questionado sobre uma aliança com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, Caiado disse à BandNews TV que o assunto foi tratado por eles, “no sentido de que não interrompamos o diálogo”.

Os problemas podem ocorrer, podem atingir um candidato, outro, cada um tendo a sua responsabilidade. de prestar contas ao seu partido e à população brasileira. Agora, isso não pode criar um clima de cisânia, de ruptura entre nós, entre os partidos de centro-direita que vão, sem dúvida nenhuma, ter que chegar unidos no segundo turno”, afirmou.

“Criar ou fomentar uma discórdia de A com B, cada candidato, se ele tiver que esclarecer os problemas que o atinge, ele é que realmente vá discutir o assunto. Agora, isso, hora alguma, ele pode servir de algo que transforme aquilo ali em um problema de uma ruptura definitiva, já que no segundo turno nós teremos apenas 21 dias entre o dia 4 e o dia 25 do segundo turno. Você não cura uma ferida, você não não reorganiza suas forças políticas, se você já chegar totalmente rompido e desarticulado”, continuou Caiado.

‘As pessoas não me conhecem’

“Esse processo é um processo que vai caminhar, até porque as pessoas não me conhecem no Brasil, ainda sou desconhecido por quase 50% da população. O debate será fundamental, eu acho que naquela hora cada um vai se posicionar, cada um vai poder mostrar”, destacou Caiado.

Segundo ele, um dos desafios é se vai saber governar para “não deixar mais o PT voltar como opção partidária no país”.

“É isso que construímos em Goiás. O PT não será opção de governo em Goiás pelos próximos 100 anos, quando você governa bem, a vacina contra o PT é você governar com entregas, mostrar para a população que você devolveu aquele estado”, finalizou.

Fonte: Band.
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