A superlotação no bloco do DJ Calvin Harris, no pré-Carnaval de São Paulo, fez com que os foliões derrubassem o portão da Escola Paulista de Magistratura e ocupassem a área externa do local na Rua da Consolação, no centro da capital.
Não foi um ato de vandalismo, mas sim de desespero. As pessoas tentavam sair do tumulto provocado pela superlotação no bloco.
Neste domingo, o Carnaval de rua de São Paulo foi cenário de pânico e descontrole com a estreia do DJ Calvin Harris. Sob o comando do Bloco Skol, a presença do artista internacional provocou uma superlotação no Circuito Consolação.
O tumulto generalizado ocorreu principalmente devido ao encontro de dois gigantes da folia no mesmo local e horário.
Pela primeira vez, a gestão municipal autorizou que o tradicional Acadêmicos do Baixo Augusta dividisse a via com o megabloco patrocinado pela Ambev. A decisão, que já era alvo de críticas de associações de moradores e especialistas em segurança, resultou em um efeito manada quando as grades de contenção cederam sob a pressão da multidão.
Relatos de pânico e atendimento médico
A concentração do bloco de Calvin Harris, que também contou com a participação de Natanzinho Lima, foi o suficiente para iniciar uma confusão na altura da Rua Piauí. Com o som dificultado pela distância, milhares de pessoas tentaram se aproximar simultaneamente dos trios elétricos, gerando um empurra-empurra agressivo.
Testemunhas descreveram cenas de desespero à Folha de São Paulo, com foliões escalando portões de imóveis particulares para escapar do esmagamento. A estudante Cíntia Santos, de 22 anos, resumiu o sentimento de muitos que estavam no local: "Achei que fosse morrer", disse para o veículo.