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Prefeitura de Ribeirão Preto reforça acolhimento a jovens usuários de cigarro eletrônico
Foto: Divulgação

Às vésperas do Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado neste domingo, 31 de maio, a Secretaria Municipal da Saúde, intensifica o alerta sobre os riscos do cigarro eletrônico e reforça que a rede municipal de saúde está preparada para acolher adolescentes, jovens e adultos que desejam abandonar o uso dos chamados “vapes”.

Cada vez mais popular entre adolescentes, o dispositivo eletrônico costuma ser associado, de forma equivocada, a uma alternativa menos nociva ao cigarro convencional. Especialistas, porém, alertam que a dependência química pode se instalar rapidamente e antecipar em até 20 anos o surgimento de doenças relacionadas ao tabagismo.

Desde o ano passado, profissionais da rede municipal vêm sendo capacitados para identificar os impactos do cigarro eletrônico na saúde e aprimorar a abordagem junto ao público jovem.

“O cigarro eletrônico parece um pen drive, fica em cima da mesa de estudos e tem cheiro de morango, menta ou doces. Muitas vezes, os responsáveis não percebem que o adolescente já desenvolveu uma dependência”, afirma Adrielen Calixto, enfermeira de ações programáticas.

Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 70% dos usuários de cigarros eletrônicos no Brasil têm entre 15 e 24 anos. Já a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo IBGE em março, mostra que 29,6% dos estudantes brasileiros de 13 a 17 anos já experimentaram vapes.

Entre os sinais de alerta estão tosse seca persistente, aumento excessivo da sede, irritabilidade quando o adolescente permanece longe do quarto ou da escola e mudanças bruscas de comportamento.

Segundo Adrielen, o acolhimento familiar é fundamental para que o jovem aceite ajuda. “Se descobrir que o filho está usando cigarro eletrônico, o mais importante é não brigar. É preciso compreender que ele desenvolveu uma dependência química e necessita de tratamento, não de castigo. A família não está sozinha. Ribeirão Preto possui equipes preparadas para ajudar esses jovens a saírem dessa armadilha”, destaca.

O atendimento é realizado por meio do Programa de Tabagismo, que oferece acompanhamento multiprofissional, orientação e apoio para pessoas que desejam parar de fumar, incluindo usuários de cigarro eletrônico.

Em 2025, 527 pessoas passaram pelo programa. Dessas, 53% deixaram de fumar durante o acompanhamento, índice superior à média nacional, estimada em cerca de 30%.

Para buscar auxílio, basta procurar uma das unidades de referência:

Ambulatório de Tabagismo CSE Sumarezinho
Rua Terezina, 690, Sumarezinho
Agendamento: procurar pessoalmente a equipe de enfermagem da sala 30

 

Ambulatório de Tabagismo NGA-59
Rua Minas, 895, Campos Elíseos
Agendamento: pessoalmente o balcão da Pneumologia, de segunda a sexta, das 8h às 16h
 

CEREST
Rua Visconde de Inhaúma, 68, Centro
Agendamento: pessoalmente ao balcão da recepção, de segunda a sexta, das 8h às 16h
 

CAPS II Centro Sul
Rua Paulo de Frontim, 1850, Vila Guiomar
Agendamento: pessoalmente ao balcão da recepção, das 7h às 19h

 

CRE Central
Rua Prudente de Morais, 35, Centro
Agendamento: pessoalmente na recepção da unidade, de segunda a sexta, das 8h às 16h

 

Unidades de referência para usuários cadastrados na área de abrangência:
USF Cesar Augusto Arita – Jardim Paulo Gomes Romeo

USF Enfª. Maria Teresa Romao Pratali – Núcleo 2

USF Ernesto Che Guevara – Maria Casagrande

USF Dr. Gilson de Cassia Marques de Carvalho – Núcleo 6

USF Dr. Vinicio Plastino – Jardim Marchesi

USF José Paulo Pimenta de Mello - Jardim Zara

USF Profª. Drª. Vera Heloisa Pileggi Vinha – Núcleo 5

UBS Dr Álvaro de Oliveira Paiva - Jardim Paiva

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