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Prefeitura de Ribeirão Preto não libera 100% dos alunos na rede municipal

O governador João Doria (PSDB) anunciou, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 13 de outubro, o retorno obri­gatório das aulas presenciais no Estado. A medida passará a valer na próxima segunda-fei­ra, dia 18. A volta de estudan­tes ocorrerá em esquema de rodízio, com o retorno integral em 3 de novembro.

A medida abrangerá tanto escolas públicas quanto pri­vadas, porém as particulares terão um prazo a ser definido pelo Conselho Estadual de Educação (CEE) para realiza­rem adaptações. No caso das municipais, as prefeituras vin­culadas ao CEE seguirão as di­retrizes do conselho, enquanto as demais têm autonomia para seguir a indicação estadual.

Em Ribeirão Preto, são cerca de 48 mil alunos em 82 unidades da Secretaria de Estado da Educação. Na área que envolve três das 91 Diretorias Regionais de Ensi­no (DREs) – Ribeirão Preto, Sertãozinho e Jaboticabal –, no ano passado estavam ma­triculados 99.432 alunos de 165 escolas da rede estadual.

A rede particular tem 300 escolas na cidade – são dez mil no estado. A Secre­taria Municipal da Educação anunciou que não vai seguir as orientações do Estado. Nas 645 cidades paulistas são cerca de 3,5 mi­lhões de alunos distribuídos em mais de 5,4 mil escolas.

Para o dia 3 de novem­bro, está definido o fim da obrigação do distanciamento social de um metro entre as carteiras. A medida marcará o retorno de 100% dos estu­dantes, sem a necessidade da manutenção de sistemas de rodízio. O governo também apontou que alguns grupos de alunos não precisarão re­gressar neste momento.

Entre eles, estão: gestantes, puérperas, alunos com 12 anos ou mais com comorbidades que não estão com o ciclo va­cinal completo, menores de 12 anos de grupos de risco da co­vid-19 e alunos com prescrição médica que indique a manu­tenção do ensino remoto.

“O avanço da vacinação no Estado de São Paulo e os indicadores de queda da co­vid-19 tornam possível e viá­vel a obrigatoriedade dos alu­nos na sala de aula a partir do dia 18 de outubro”, declarou o governador. Na coletiva desta quarta-feira, o secretário es­tadual da Educação, Rossieli Soares, afirmou que as esco­las não estão “voltando da mesma maneira”.

Ele também destacou que 97% dos profissionais da edu­cação estão com o esquema vacinal completo (duas do­ses ou vacina de dose única). As aulas presenciais na rede estadual voltaram em 2 de agosto, sem limite de ocupa­ção das salas – poderia ser de 100%, dependendo da capa­cidade de cada escola, sempre mantendo o distanciamento de um metro entre os alunos. No primeiro semestre, 1,8 mi­lhão de alunos frequentaram o ambiente escolar.

Dos 3,5 milhões de estu­dantes da rede estadual, 97% estudam em municípios onde há autorização, podem com­parecer presencialmente nas escolas estaduais. Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) a medi­da é desnecessária, descabida e perigosa.

Na avaliação do Apeoesp, as escolas estaduais não têm condições de cumprir os pro­tocolos de segurança contra a covid-19. O sindicato argu­menta que em diversas insti­tuições não há funcionários de limpeza para garantir a higie­nização das unidades.

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