A Guarda Civil Municipal descobriu um canil clandestino com 22 cães mantidos em situação de maus-tratos em um imóvel em Osasco, na Grande São Paulo. A operação aconteceu após denúncias anônimas mobilizarem a Blitz de Proteção Animal, que realiza a vistoria no local com o apoio dos guardas civis. Os animais permaneciam acuados, trancados em condições de higiene precárias e com sinais evidentes de abandono.
No momento da vistoria, os agentes encontram cães assustados, trancados em corredores escuros e escondidos sob os móveis da residência. Muitos dos cachorros resgatados apresentam ferimentos pelo corpo e excesso de pelos cobrindo os olhos, o que dificulta a visão. Outros cães demonstram dificuldades para caminhar em razão de dores severas causadas por nós na pelagem. Entre os animais resgatados, os agentes localizam uma cadela que havia acabado de dar à luz no imóvel.
O vereador e protetor de animais Alexandre Capriotti, participante ativo da ação, relatou o cenário encontrado pelas equipes de fiscalização. De acordo com as informações obtidas na vistoria, os responsáveis mantinham apenas meio saco de ração na residência para alimentar todos os 22 cães resgatados. A principal linha de investigação aponta que o imóvel funcionava para a reprodução forçada e comércio ilegal de filhotes na Região Metropolitana.
Prisão da proprietária e destinação dos animais
A responsável pelo imóvel, uma mulher de 46 anos, recebeu voz de prisão em flagrante durante a fiscalização das autoridades. Ela foi indiciada pelo crime de maus-tratos a animais, cuja legislação brasileira prevê pena de dois a cinco anos de reclusão. A mulher foi encaminhada para a delegacia de Osasco e aguarda a realização da audiência de custódia do Poder Judiciário.
Todos os animais recolhidos no local foram transferidos para a sede do Instituto Adote Dog, organização localizada no município de Cotia, também na Grande São Paulo. No abrigo, os cães passam por triagem veterinária para tratar as lesões e começam um processo longo de reabilitação física e psicológica. As investigações prosseguem para identificar possíveis compradores ou outros envolvidos no esquema de comércio clandestino na região.