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Polícia conclui que morte em rope jump foi causada por falhas generalizadas
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil confirmou, nesta sexta-feira (3), que finalizou o relatório das investigações sobre a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida durante a prática de rope jump, na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP).

Conforme o documento que a Band TV Campinas teve acesso, a investigação conclui que a tragédia não decorreu de um erro isolado de um dos operadores, mas sim de falhas graves e generalizadas na organização do evento.

De acordo com o relatório final, a jovem morreu em consequência de uma série de negligências na condução da atividade. Os investigadores afirmam que o conjunto de provas permite concluir que o resultado fatal não foi uma circunstância imprevisível, mas sim o reflexo de um contexto de relevantes deficiências organizacionais.

Entre as principais falhas apontadas pela investigação estão:

  • A falta de protocolos eficazes para a conferência dos equipamentos.
  • A ausência de mecanismos de controle adequados.
  • A inexistência de medidas mínimas de segurança para uma atividade considerada de alto risco.

A investigação entende que os responsáveis pelo evento assumiram conscientemente os riscos inerentes à atividade. Segundo a polícia, o evento foi mantido mesmo diante de condições que eram objetivamente aptas a produzir um resultado grave ou fatal.

Diante dessas conclusões, a Polícia Civil entendeu que há elementos para indiciar a organizadora por homicídio na modalidade de dolo eventual — quando se assume o risco de produzir o resultado — além do crime de fraude processual.

O inquérito agora será encaminhado ao Ministério Público (MP) que terá a responsabilidade de decidir se apresentará ou não a denúncia formal à Justiça.

INDICIADOS

A Investigação policial sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida durante atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), resultou no indiciamento de uma mulher de 43 anos por homicídio qualificado e fraude processual, elevando para quatro o número de indiciados.

A prisão preventiva foi decretada para três homens inicialmente detidos, enquanto o delegado solicitou a revogação da prisão de outros dois homens presos posteriormente junto com a mulher, aguardando decisão judicial.

Relembre o crime

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser jogada de cerca de 30 metros de altura sem cordas ao pular de rope jump, na manhã de sábado, no dia 13 de junho, na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP).

De acordo com a Polícia Militar (PM), seis funcionários da empresa estavam no local e foram conduzidos à delegacia, incluindo um bombeiro civil.

Em um vídeo publicado nas redes sociais é possível ver o momento em que três funcionários carregam a vítima na plataforma. Eles jogam a vítima e, em seguida, é possível ouvir uma pessoa gritando:

Gente, a corda!

Ainda de acordo com a PM, todos os funcionários tentaram retirar as camisetas com o logotipo da empresa Entre Cordas, responsável pelo "rope jump", duas delas tentaram fugir. A empresa não tinha documentação que regulamentasse a atividade no local.

No dia, três envolvidos na tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Depois, mais três pessoas foram presas.

Fonte: Band.
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