A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 300 mil em dinheiro vivo e desmantelou uma quadrilha internacional de tráfico de drogas que utilizava o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, para enviar cocaína para a Europa.
A operação contou com o apoio de funcionários terceirizados para burlar os esquemas de segurança do terminal.
Entenda o esquema de tráfico no aeroporto
De acordo com as investigações da Polícia Federal, o grupo criminoso aliciava colaboradores terceirizados que atuavam nas áreas restritas do aeroporto de Guarulhos. Com acesso livre aos fundos do terminal, os funcionários utilizavam a vegetação local para atravessar a cerca com malas carregadas de entorpecentes.
As drogas eram levadas diretamente para o bagageiro de aeronaves comerciais com destino à Europa. O esquema se aproveitava da aparente normalidade da rotina aeroportuária para despachar os carregamentos ilícitos nos compartimentos de bagagens de passageiros inocentes, que acabavam envolvidos na rede criminosa sem o próprio consentimento.
Prejuízos à quadrilha e apreensões
Durante a operação realizada pela Polícia Federal, foram apreendidos um carro, uma moto, diversos aparelhos celulares e aproximadamente R$ 300 mil em espécie. O montante em dinheiro é fruto direto das operações do tráfico internacional que utilizava o principal aeroporto do país como rota para o escoamento de entorpecentes para o exterior.
As autoridades destacam que esquemas semelhantes já foram alvos de repressão internacional. Em julho do ano anterior, a polícia portuguesa apreendeu cerca de 150 quilos de cocaína no porão de uma aeronave que havia decolado justamente do aeroporto de Guarulhos.
O caso mais emblemático de passageiros inocentes alvos do esquema envolveu as brasileiras Kátia da Baía e Yane Pauline, que foram detidas injustamente por 38 dias na Alemanha após terem suas bagagens trocadas por malas recheadas de drogas ao desembarcarem no exterior.