A Páscoa de 2026 trouxe uma novidade que ganhou espaço nas redes sociais e nas confeitarias: o ovo de chocolate em fatias. Inspirado no formato de bolos e tortas, o produto deixa de ser vendido inteiro para ser comercializado em pedaços, com recheios variados e apresentação mais sofisticada. A proposta, além de atrativa visualmente, permite que o cliente compre apenas um ovo, com seis sabores diferentes.
A tendência ganhou força principalmente no ambiente digital, com influenciadores e marcas apostando em vídeos que destacam a experiência sensorial do produto. Entre os nomes que impulsionaram a discussão está Lucas Rangel, que publicou um conteúdo experimentando o novo modelo, feito por uma confeiteira artesanal.
Diante da repercussão, marcas consolidadas buscaram se adaptar. A Cacau Show lançou versões do ovo em fatias, incorporando a tendência ao mercado de massa. O que gerou críticas nos comentários, pois a publicação do Lucas Rangel impulsiona a produção artesanal.
Quando o dono da Cacau Show Alexandre Costa, conhecido como “Xandão” postou um vídeo chamando o influencer para experimentar a versão da marca, os telespectadores criticaram, dizendo que essa atitude diminui os pequenos negócios.
O movimento evidencia uma dinâmica recorrente no consumo contemporâneo: tendências nascem em nichos mais exclusivos, ganham visibilidade nas redes e, posteriormente, são absorvidas pela indústria.
A repercussão, no entanto, foi além da estética. Parte do público levantou críticas sociais sobre o valor dos ovos artesanais, muitas vezes inacessíveis para grande parte da população. Os produtos, feitos em pequena escala e com ingredientes premium, podem ultrapassar valores considerados elevados, transformando um símbolo tradicional da Páscoa em item de luxo.
Assim, o ovo de Páscoa em fatias simboliza mais do que uma novidade culinária: ele revela um cenário em que desejo, status e acessibilidade convivem lado a lado e, muitas vezes, em tensão.