O orçamento de guerra dos Estados Unidos, estimado em 838 bilhões de dólares, é quase 100 vezes superior ao do Irã, que dispõe de 9 bilhões de dólares para o setor. A disparidade bélica foi analisada pelo apresentador Joel Datena e pelo repórter Marcelo Moreira durante o Brasil Urgente desta quarta-feira (4), destacando que o poder de fogo norte-americano, aliado a Israel, torna o confronto direto tecnicamente incomparável.
Abismo financeiro e tecnológico
Os números reforçam essa análise. Os norte-americanos possuem uma frota de aproximadamente 13.300 aeronaves, incluindo bombardeiros de alta tecnologia como o B2, além de 66 submarinos. Esse arsenal compõe o que o apresentador define como um poder de fogo "avassalador".
Estratégia iraniana e ameaça de drones
Para o professor de relações internacionais Gunther Rudzit, ouvido pela reportagem, a diferença bélica é considerada "massacrante". Marcelo Moreira destacou que a Marinha do Irã é praticamente inoperante em grandes confrontos, utilizando apenas pequenas lanchas em táticas de ‘enxame’ para ataques rápidos e fuga.
Entretanto, o Irã apresenta uma ameaça específica que preocupa a força-tarefa composta por Estados Unidos e Israel: o uso de drones russos. Segundo a análise apresentada, essas aeronaves não tripuladas voam em baixa altitude, o que permite desviar de radares e atingir alvos estratégicos.
Riscos ao abastecimento global
O uso intensivo desses drones por parte do Irã tem como foco bases militares e instalações petrolíferas em países vizinhos aliados aos Estados Unidos. Conforme ressaltou Moreira, essa tática pode gerar um desabastecimento de combustível e causar o aumento no preço dos barris de petróleo em escala mundial.