Melody 94.1 - A FM dos Grandes Momentos
Tocando agora
A FM dos Grandes Momentos
Ouça nossa programação
André Costa

André Costa

Programação Melody 94.1
Baixe nosso app
Neta de Carlos Alberto de Nóbrega celebra fim do tratamento contra o câncer
Reprodução/Instagram/@itsbrunafurlan

Bruna Furlan, neta de Carlos Alberto de Nóbrega, detalhou nas redes sociais como foi o tratamento contra o câncer. Em publicação nesta quinta-feira (7), ela contou que passou pela última sessão do protocolo oncológico, para combater um carcinoma mamário invasivo, do tipo não especial, hormonal, HER2 negativo, já em metástase.

"Uma semana atrás, minha vida recomeçou. Deus me deu uma nova chance, um renascimento. Foram oito sessões de quimioterapia. isso é pouco quando comparamos a milhares de pessoas guerreiras e corajosas, que passam anos lutando essa batalha", escreveu no relato.

Bruna contou que apesar do tratamento ser rápido, em oito sessões, ele gerou mudanças profundas nela. "Foram só dois meses, na prática. para mim, foi uma vida inteira. repleta de efeitos colaterais, medos, inseguranças e muito, mas muito cansaço. Eu digo que renasci não somente pela minha remissão, mas porque essa experiência é extremamente transformadora", disse.

Quem me conhecia antes da quimio, não me conhece hoje. E por mais difícil que tenha sido esse processo, a quimioterapia é minha amiga. ela sempre entrou bem-vinda no meu corpo, minha parceira em rumo à cura - Bruna Furlan.

Ela ainda agradeceu aos amigos e familiares, além dos médicos envolvidos. "Essa vitória é dela, dos meus médicos e enfermeiras, de Deus, dos meus pais, das minhas amigas, e de todo mundo que esteve ao meu lado durante essa jornada, mas, sobretudo, essa vitória é minha. E que vitória linda", completou.

Câncer de Bruna Furlan, neta de Carlos Alberto de Nóbrega

Segundo a ginecologista e mastologista do Hospital e Maternidade Santa Joana, Karina Belickas, casos como o de Bruna são raros, mas ocorrem por alguns fatores de risco.

"A mulher com maior risco de câncer de mama é a partir dos 45 anos, então 24 anos é bem precoce. Isso está associado a alguns fatores principais, como histórico familiar, mutação genética, exposição prévia à radiação", explica.

A médica explica que muitas podem não saber que estão em grupos de risco, mas é importante identificar para poder diagnosticar tumores o mais cedo possível. A filha de Vini Nóbrega contou que irá começar um tratamento longo, com exames, quimioterapia, cirurgia e radioterapia.

No caso de Bruna e outras pacientes precoces, Belickas explica que o tratamento é diferenciado para cada subtipo de câncer de mama. "A idade não é um fator que muda o tratamento, apenas os subtipos, a mutação genética, que pode direcionar o tratamento de forma específica, a cirurgia que vai fazer", diz.

Câncer de mama em jovens preocupa por conta da fertilidade

O tratamento de câncer de mama pode afetar a fertilidade e, em mulheres jovens como Bruna, médicos se preocupam com o futuro desejo de se tornar mãe. A ginecologista e mastologista Karina Belickas afirma que uma das preocupações principais é a reserva ovariana.

"Caso ela tenha desejo reprodutivo e vai ser submetida a uma quimioterapia, é preciso fazer algo para preservar a fertilidade dessa mulher. A segunda questão é o procedimento cirúrgico, que precisa ser alinhado caso ela queira amamentar, o timing da gravidez também, até para uma programação", explica.

Além disso, há a preocupação com possíveis mutações genéticas. "Elas podem ocorrer e mais jovens podem ter mais risco de ter essas mutações que são relacionadas a vários tipo de câncer", diz.

Como o câncer de mama é detectado em mais jovens?

A médica explica que o procedimento mais comum, em mulheres no principal grupo de risco, é o exame de mamografia. Mas, em mais jovens, há diferenças. "Nas mais velhas esses tumores começam com microcalcificações e lesões não palpáveis, nas mais jovens aparecem como nódulos. Na maior parte das vezes se descobre por um ultrassom de rotina ou por sentir o nódulo, que não é normal nesta idade", diz.

A metástase do câncer de mama também é identificável por exames de ultrassonografia. Karina indica os locais mais frequentes de metástases. "Há quatro locais principais para a metástase originada do câncer de mama, os ossos, fígado, pulmão e dependendo do perfil imuno-histoquímico a cabeça. E o prognóstico depende de onde está a metástase", pontua.

Apesar da metástase muitas vezes assustar pacientes, a ginecologista e mastologista aponta que o prognóstico não é ruim. "Existem mulheres com doença metastática que estão há 10 anos tratando, o diagnóstico de metástase não define o óbito precoce", afirma.

"Então talvez toda paciente jovem tem risco maior, porque é mais agressivo, mas hoje ainda não é mais um definidor de prognóstico por conta dos recursos. Com a metástase, precisa de algo que trate o corpo inteiro com maior intensidade. As medicações utilizadas vão ser mais frequentes e por um tempo maior", avalia.

Fonte: Band.
Carregando os comentários...
Programação Melody 94.1 com André Costa
A FM dos Grandes Momentos - Ouça nossa programação
Carregando... - Carregando...