Uma mulher de 36 anos foi detida na Cadeia Pública de Salvador ao tentar burlar o sistema de segurança para entregar materiais ilícitos a um interno. O caso chamou a atenção dos agentes pela criatividade na ocultação: os objetos estavam escondidos dentro da estrutura de uma muleta e até nos chinelos da visitante.
Diversas porções de drogas estavam inseridas na estrutura da muleta e em solados de sandálias. Além disso, cabos USB, carregadores e relógios desmontados foram recuperados pelos agentes.
Protocolo de segurança
A apreensão foi possível graças ao equipamento Body Scan (scanner corporal), que tem sido fundamental para coibir a entrada de ilícitos. O procedimento de revista na unidade segue etapas rigorosas para garantir a segurança:
Detector de Metais: Identifica a presença de materiais metálicos logo na entrada.
Scanner Sentado: Um segundo detector é utilizado para verificar objetos ocultos nas partes íntimas ou no corpo do visitante.
Esteira de Raio-X: Os pertences passam por uma esteira que classifica os materiais por cores (orgânico, químico ou metálico), facilitando a identificação visual pelos operadores.
Monitoramento: Todo o processo é acompanhado por áudio e vídeo em uma cabine de controle.
Segundo a direção da unidade, o uso dessa tecnologia já permitiu o registro de 112 ocorrências de apreensão similares. O protocolo é obrigatório para todos que acessam o presídio, incluindo familiares, advogados e servidores.
A reportagem relembrou que, em dezembro do ano passado, seis mulheres foram presas em flagrante tentando entrar com quase 1 kg de drogas (maconha, cocaína e haxixe) escondidas nas panturrilhas. Entre as envolvidas, havia gestantes e mães de crianças menores, que agora respondem ao processo em liberdade por serem rés primárias, mas perderam essa condição perante a justiça.