A investigação sobre a morte da soldado Gisele ganhou novos elementos que podem mudar o rumo do caso e apontar para um crime de feminicídio. Imagens exclusivas obtidas pelo Brasil Urgente mostram a cena do crime logo após a retirada do corpo, revelando uma grande concentração de sangue na sala, entre o rack da televisão e o sofá, além de gotas espalhadas por corredores e outros cômodos do apartamento.
Vestígios de sangue ocultos e exame residuográfico
Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores foi a utilização de luminol, um reagente químico que detectou vestígios de sangue no box do banheiro, local distante de onde o corpo foi encontrado. Segundo a perícia, o sangue não era visível a olho nu, pois o local havia sido lavado, possivelmente pela água do chuveiro.
Além disso, o exame residuográfico - que busca vestígios de pólvora e metais nas mãos - apresentou resultado negativo tanto para Gisele quanto para o marido dela, um tenente-coronel da Polícia Militar. No entanto, especialistas apontam que o resultado negativo na mão da soldado é atípico: se ela tivesse de fato efetuado o disparo contra si mesma, como sustenta a versão do marido, os resquícios de pólvora deveriam estar presentes, já que seu corpo não foi lavado ou mexido após a queda.
Contradições na versão do marido
A defesa do marido afirma que ele estava tomando banho no momento do disparo e que, ao ouvir o barulho, saiu para socorrer a esposa, momento em que teria tido contato com o sangue dela. Contudo, a polícia observa que, antes de realizar o exame residuográfico, o oficial tomou banho, foi à delegacia e utilizou o banheiro diversas vezes, o que pode ter eliminado vestígios de pólvora de suas mãos.
Para a polícia, embora o exame residuográfico seja considerado tecnicamente inconclusivo devido aos "falsos negativos", a ausência de pólvora nas mãos da vítima torna a tese de suicídio pouco provável. Os peritos agora cruzam as imagens do apartamento com os laudos laboratoriais para determinar se a cena foi alterada antes da chegada da equipe oficial de investigação.