Melody 94.1 - A FM dos Grandes Momentos
Mercado de brechós cresce 32% no Brasil em um ano

O mercado de brechós no Brasil manteve uma trajetória de expansão acentuada. Entre 2024 e 2025, o setor registrou uma alta de 32% no total de estabelecimentos ativos no país. A tendência de crescimento consolidou-se em 2026, período em que mais de 2.500 novas empresas do segmento foram abertas em território nacional. O levantamento reflete a transformação da venda de peças usadas em uma alternativa de consumo e oportunidade de negócio.

A expansão reflete uma mudança estrutural no comportamento do consumidor brasileiro. De acordo com a consultora de negócios do Sebrae-SP Elaine Satomi, a adesão ao modelo está ligada ao fortalecimento da economia circular. Para Elaine, o ecossistema permite reutilizar peças de amigos, conhecidos e familiares, movimentando o mercado e estimulando o consumo consciente.

A busca por peças seminovas é motivada pela economia financeira direta oferecida aos clientes. Roupas, calçados e acessórios de marcas renomadas chegam aos cabides com preços significativamente inferiores aos praticados pelo varejo tradicional. Uma jaqueta de marca avaliada em R$ 700 nas lojas oficiais, por exemplo, é comercializada por R$ 177 em brechós. Sobretudos originais de R$ 800 saem por R$ 194, enquanto bolsas de R$ 1.000 custam R$ 160 e tênis de R$ 800 são revendidos por R$ 80.

Profissionalização e curadoria impulsionam o faturamento

A percepção do público sobre os estabelecimentos de artigos usados passou por transformações nos últimos anos. A empresária Rafaela Carvalho relatou que o setor viveu uma mudança expressiva após o período de pandemia. Na avaliação da empresária, o segmento precisou se reinventar para superar o antigo estigma de que brechós comercializavam apenas roupas velhas ou avariadas, passando a investir em processos rigorosos de curadoria e seleção de acervo.

O avanço na organização dos estoques e na apresentação das lojas reflete-se no faturamento das empresas do ramo. O empresário Pedro Genovesi afirmou que identificou uma oportunidade de expansão ao perceber que peças paradas poderiam ganhar novos proprietários. Em um estabelecimento de São Paulo que reúne mais de 5 mil itens em estoque, o fluxo de negócios teve um aumento superior a 500% desde a fundação em 2019, alcançando um faturamento anual de R$ 3 milhões.

Além da redução de custos no orçamento doméstico, o fator ambiental desponta como pilar central para os frequentadores. Na visão da empresária Alessandra Genovesi, a reutilização de vestuário e acessórios alinha-se diretamente aos conceitos de sustentabilidade e preservação ambiental. Alessandra Genovesi ressalta que a reciclagem de itens de vestuário diminui o descarte e a geração de resíduos sólidos no planeta.

Fonte: Band.
Carregando os comentários...
Manhã Melody com Paulo Pucci
Room 5 - Make Luv
Carregando... - Carregando...