O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) determinou o bloqueio das contas e a penhora de bens de Antonia Fontenelle em razão de uma ação judicial movida por Giselle Itié. A decisão da juíza Bianca Ferreira do Amaral Machado Nigri, confirmada pelo jornal Estadão, ocorre após condenação por danos morais contra a atriz.
A condenação original, estabelecida em 6 de novembro de 2024 pela 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca, reconheceu a ofensa à honra e à imagem de Giselle Itié. Na ocasião, Fontenelle foi obrigada a excluir vídeos, realizar uma retratação pública e pagar uma indenização de R$ 50 mil. Posteriormente, a defesa de Fontenelle apresentou recursos, incluindo pedidos de retratação em favor da honra do falecido Marcos Paulo, que foram negados pela Justiça.
Segundo informações do jornal O Globo, o montante devido, corrigido monetariamente e acrescido de multa de 10% e honorários advocatícios de execução, atinge o valor de R$ 109.985,30.
Origem do conflito judicial
O caso teve início em dezembro de 2020, quando Giselle Itié publicou um relato em suas redes sociais sobre um assédio sofrido aos 23 anos, durante sua primeira protagonista. Embora não tenha citado nomes, o contexto levou internautas a associarem o relato ao trabalho da atriz na novela Começar de Novo, na qual Marcos Paulo, falecido em 2012, era diretor de núcleo e contracenava com ela.
Antonia Fontenelle, viúva de Marcos Paulo, reagiu publicando um vídeo em seu canal no YouTube em defesa do diretor. No conteúdo, Fontenelle negou as acusações, questionou a trajetória profissional de Itié e proferiu declarações que incluíram xingamentos, apontados pela ação como de teor xenofóbico, sugerindo que a atriz — que nasceu no México — deveria "voltar para o seu país".
A ação por danos morais foi protocolada por Giselle Itié no início de 2021. Até o momento, a assessoria de imprensa de ambas as artistas não se manifestou sobre a nova decisão judicial, e as partes envolvidas não realizaram comentários públicos.