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Júri absolve PMs que mataram jovem desarmado e rendido em Paraisópolis

A Justiça de São Paulo absolveu os dois policiais militares acusados de matar o jovem Igor Moraes de Oliveira durante uma operação realizada em Paraisópolis, na Zona Sul da capital, em julho do ano passado.

O jovem estava desarmado e não oferecia ameaça à polícia no momento da ação. Diante do resultado, os advogados da família de Igor Moraes de Oliveira e o Ministério Público informaram que entraram com recurso para tentar anular a decisão do Tribunal do Júri

Julgamento

O Tribunal do Júri foi composto por cinco homens e duas mulheres. Durante o processo, o colegiado concordou quanto à autoria dos disparos que atingiram a vítima.

As imagens capturadas pelas câmeras corporais dos agentes mostram as armas e o momento em que os policiais efetuam os tiros. Foram efetuados disparos que resultaram na morte de Igor.

Apesar da confirmação da autoria, o mesmo Tribunal do Júri optou pela absolvição dos policiais militares Renato da Cruz e Robson de Lima.

Com o veredito, a juíza responsável pelo julgamento publicou a sentença absolutória e determinou a expedição imediata do alvará de soltura. A expectativa é de que os dois policiais deixem o presídio militar Romão Gomes, localizado na capital paulista, ainda nesta sexta-feira.

O que dizem os advogados da família de Igor e o MP

Em nota, os advogados Gabriela Amoras, Jonatha Carvalho Matos e Wilson Zaska, que representam a família de Igor, afirmaram que já houve a interposição de recurso contra o veredito do Conselho de Sentença que absolveu os réus, “por entenderem que a decisão é manifestamente contrária às provas produzidas nos autos”.

“A defesa da família confia que o Tribunal restabelecerá a correta aplicação da Justiça, determinando a realização de um novo julgamento pelo Tribunal do Júri”, declararam os advogados.

O Ministério Público declarou, em nota enviada à Band, que respeita a decisão dos jurados, mas discorda dela. Por conta disso, “interpôs recurso de apelação, considerando a decisão manifestamente contraria à prova dos autos”.

Relembre o caso

Dois policiais militares foram presos em flagrante pela morte do jovem Igor Oliveira de Moraes Santos, 24 anos, ocorrida em 11 de julho do ano passado, na comunidade de Paraisópolis, na capital paulista.

À época, o coronel Emerson Massera havia afirmado que eles foram presos por homicídio doloso (intencional) após as câmeras corporais terem apontado que os disparos foram feitos enquanto Igor Oliveira já estava rendido, com as mãos na cabeça.

A morte de Igor Oliveira ocorreu durante uma operação policial realizada na comunidade de Paraisópolis. Igor, informou a PM, não tinha passagem policial e tinha respondido por ato infracional enquanto era adolescente por roubo e tráfico.

Além dele, uma outra pessoa foi morta em Paraisópolis como consequência dessa operação policial e um policial ficou ferido, com um tiro no ombro.

Fonte: Band.
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