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Henry Borel: Vídeo antigo e quesito a jurados geram críticas a juíza

O caso Henry Borel atravessa uma nova crise de credibilidade jurídica. Após a polêmica decisão que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe do menino, uma ofensiva coordenada busca agora reverter os rumos do processo. Tanto o Ministério Público quanto a defesa do ex-vereador Jairinho e o pai da criança ingressaram com recursos judiciais questionando a conduta da juíza Elizabeth Machado Louro.

A contestação ganhou corpo na última semana, quando o Ministério Público solicitou a anulação do julgamento de Monique. A Promotoria aponta "interferência indevida" da magistrada, que teria alterado o teor de quesitos (perguntas) submetidos aos jurados e decidido, de forma monocrática, pelo perdão judicial da ré.

Nesta segunda-feira (8), a defesa de Jairinho, condenado a mais de 43 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação alegou falta de imparcialidade na condução do processo, sustentando que a magistrada teria agido com viés durante todo o rito. O pai de Henry, por sua vez, alinhou-se ao Ministério Público e também pede a anulação das decisões que favoreceram Monique, permitindo que a mãe da vítima enfrente um novo julgamento.

Polêmica em vídeo

A neutralidade da magistrada, que é um requisito básico para a validade de qualquer processo, tornou-se o centro de um intenso debate. Embora o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informe que magistrados estão impedidos de comentar processos em curso, um vídeo gravado em 2021 voltou a circular, causando forte impacto.

Na gravação, feita durante uma palestra para estudantes de direito, a juíza Elizabeth Machado Louro aparece defendendo a postura de Monique Medeiros. Na ocasião, ela chegou a afirmar que existia "um ódio profundo a ela que, na minha opinião, é inexplicável". O registro tem sido utilizado pelas defesas como base para sustentar a tese de parcialidade.

Próximos passos

Enquanto o TJ-RJ analisa os pedidos de anulação, o cenário jurídico permanece em alerta. Caso os recursos sejam aceitos, o julgamento de Monique Medeiros pode ser invalidado, forçando a realização de um novo tribunal do júri. Em relação a Jairinho, a defesa busca invalidar o processo sob o argumento de que a suposta falta de imparcialidade teria contaminado todo o caso.

Fonte: Band.
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