A história de uma mulher de 37 anos que fingia ser uma menina de 12 e viveu por mais de um ano com uma família em Joinville, Santa Catarina, continua rendendo revelações surpreendentes. Conhecida como "Pequena Amanda", a golpista completa 38 anos nesta quarta-feira (10) e o caso repercute no programa Melhor da Tarde. A Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e ela se tornou ré por estelionato, seguindo presa preventivamente enquanto o processo criminal avança na esfera judicial.
Os investigadores acreditam que a acusada construiu uma identidade falsa para obter acolhimento, benefícios e apoio financeiro de pessoas que acreditavam estar ajudando uma adolescente em situação de vulnerabilidade. A polícia agora procura por mais vítimas da golpista em pelo menos cinco estados brasileiros. Conforme a investigação avançou, surgiram informações de que a mulher já possuía antecedentes em outras regiões. Em Goiás, por exemplo, ela já havia sido condenada anteriormente em um processo que voltou a chamar a atenção das autoridades. Outro detalhe que chamou a atenção foi a descoberta de passagens por unidades de saúde mental no Ceará, onde documentos apontam que ela chegou a ser internada em instituições psiquiátricas do Estado em momentos distintos.
No Paraná, outra pessoa que afirma ter sido enganada pela mesma mulher contou que chegou a tatuar no próprio corpo o nome falso utilizado pela suspeita. Em relatos divulgados após a prisão, a vítima afirmou que criou um vínculo afetivo intenso e que a golpista chamava seus filhos de irmãos.
A nutricionista Renata Magalhães, a mulher que acolheu a suspeita em sua casa e acreditou estar cuidando de uma menina de apenas 12 anos, falou sobre os ataques que vem recebendo por ter acreditado na farsa. Ela desabafou sobre grupos que fazem piadas de mau gosto na internet por conta de elementos infantis usados no golpe, como mamadeira e chupeta.