Um agente da Guarda Municipal de Balneário Camboriú, no litoral norte de Santa Catarina, foi oficialmente afastado de suas funções após a divulgação de imagens que o mostram agredindo um morador local. O caso ocorreu no dia 18 de maio, mas os registros em vídeo só vieram a público recentemente.
A agressão teria sido motivada por recorrentes reclamações da vítima a respeito do volume alto dos cultos de uma igreja evangélica vizinha à sua residência. De acordo com o relato do morador, o excesso de ruído estava afetando diretamente a rotina de seu filho, que é autista. Diante do problema, o homem havia começado a registrar vídeos e a formalizar denúncias sobre a perturbação do sossego.
Investigações em andamento
Até o momento, a prefeitura e o comando da Guarda Municipal não esclareceram publicamente se o agente estava em horário de serviço, se foi acionado formalmente para atender a uma ocorrência ou se frequentava o culto religioso no momento do ocorrido.
O caso agora está sob a investigação da Polícia Civil e da Polícia Científica de Santa Catarina. O inquérito busca apurar:
- A real motivação do crime;
- Se houve abuso de autoridade por parte do servidor público;
- A relação exata entre as queixas de som alto e a abordagem violenta do guarda.
Posicionamento da igreja
A igreja mencionada no caso, vinculada à Assembleia de Deus, emitiu uma nota oficial manifestando-se contrária a qualquer tipo de violência. A instituição informou que realizou investimentos recentes em isolamento acústico para mitigar os ruídos, garantiu que está acompanhando os desdobramentos do caso e reforçou que a conduta do guarda não reflete os valores ou a posição da igreja.
O espaço segue aberto para a manifestação da defesa do guarda municipal afastado.