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Fugas de presídios em MG e RN expõem problemas estruturais; confira

Fugas registradas em presídios de Minas Gerais e do Rio Grande do Norte reacenderam o debate sobre a falta de estrutura e a deficiência na fiscalização do sistema penitenciário brasileiro. Em um intervalo de três dias, dezenas de detentos conseguiram escapar de unidades prisionais em Belo Horizonte, Lavras e Natal.

No Centro de Reeducação Social Gameleira, em Belo Horizonte, sete detentos fugiram após abrir um buraco em uma cela e pular o muro da unidade. Três deles continuavam foragidos até o fechamento desta edição. No presídio de Lavras, no Sul de Minas Gerais, seis presos escaparam depois de romper o cadeado de uma cela, e as buscas pela recaptura prosseguem.

Ação planejada no Rio Grande do Norte

A fuga de 13 detentos na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Região Metropolitana de Natal, mobilizou as forças de segurança do Rio Grande do Norte. Onze pessoas continuam foragidas. Imagens de circuitos de segurança registraram detentos fugindo em bicicletas pela região. De acordo com as apurações, os presos removeram o vaso sanitário da cela e cavaram um túnel para sair do presídio. A ação exigiu planejamento prévio e tempo para a execução das escavações.

O secretário de Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte, Helton Edi Xavier, explicou a dinâmica da fuga na unidade. "Não foi uma ação que foi feita do dia para a noite. Eles vinham há algum tempo cavando aquilo ali. Eles retiraram o vaso sanitário. Então, certamente aquilo devia ter coisa de uma semana pelo menos que tiravam areia dali", afirmou Helton Edi Xavier.

Superlotação e déficit no sistema prisional

Os episódios recentes trazem à tona problemas antigos no sistema carcerário do país. Especialistas em segurança pública apontam que a recorrência de fugas está associada à superlotação, ao número insuficiente de policiais penais e à falta de manutenção preventiva nas instalações.

Para conter as falhas de segurança e garantir o controle das unidades, especialistas defendem investimentos imediatos em infraestrutura, tecnologias de monitoramento e capacitação profissional.

O especialista em segurança pública Luis Flávio Sapori analisou os gargalos do setor e as medidas necessárias para reestruturar as penitenciárias. "Pelo menos 100 mil vagas têm que ser abertas nos próximos dez anos no Brasil. Implantação de bloqueadores celulares, sistemas de escaneamento para as visitas corporais, para evitar as visitas vexatórias. Você tem que qualificar o policial penal. Você tem que fazer o básico. O sistema prisional no Brasil vive da escassez, da falta constante", avaliou Luis Flávio Sapori.

Fonte: Band.
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