Melody 94.1 - A FM dos Grandes Momentos
Tocando agora
Fernanda Porto
Só Tinha Que Ser Com Voce
JulimBrazil

JulimBrazil

Programação Melody 94.1
Baixe nosso app
Flávio Bolsonaro diz que há "risco grande" do Brasil ser taxado pelos EUA

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em transmissão ao vivo realizada diretamente dos Estados Unidos, onde participou na véspera de uma audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que o cenário para as exportações nacionais é de alerta. De acordo com o parlamentar, as discussões nos bastidores do governo norte-americano apontam para um cenário adverso no comércio bilateral.

"Está muito claro que há um grande risco de o Brasil sofrer essa tarifa de 25%. E eu vim aqui para tentar fazer essa defense, além de técnica, também política, para gerar alguma expectativa para o lado de lá. Porque, mais uma vez, a gente tem que tentar entender como é que funciona a cabeça do presidente Trump. Se alguma coisa vai sensibilizar essa tomada de decisão que seja favorável ao Brasil, vamos usar".

Apesar do pessimismo, o senador disse que fará ainda hoje uma última tentativa no país para evitar a taxação e justificou sua permanência em solo americano para dar andamento a uma agenda de diálogos e conter o avanço das barreiras alfandegárias junto à representação comercial dos EUA. "Resolvi ficar mais um dia aqui exatamente para fazer algumas conversas que vão ser importantes para tentar, mais uma vez, influenciar aqui o governo americano para que as empresas, os produtos brasileiros não sejam tarifados".

"A gente tem que usar as armas que estão ao nosso alcance para conseguir êxito, e é o que eu estou tentando fazer aqui. Vou conseguir? Não sei, gente. Eu estou entendendo o seguinte: com toda a humildade, eu acho que a única chance que nós temos de não ser tarifados é com essa minha participação aqui política na USTR. Todo mundo está dizendo isso: 'Olha, parece que eles vão sugerir ao governo americano que meta 25% de tarifa sobre o Brasil'. Então é fundamental eu tentar esse esforço aqui, não custa nada", disse.

Durante o pronunciamento, o congressista também criticou a ausência de outras lideranças políticas e de representantes do governo federal nas audiências promovidas em Washington. "Senti falta, por exemplo, de outros pré-candidatos a presidente fazendo o que eu fiz aqui. Porque era uma audiência pública, as pessoas podiam se inscrever. Cadê os outros pré-candidatos à presidência da República que não estão aqui defendendo os interesses brasileiros? É muito mais fácil ficar criticando a atuação do Flávio Bolsonaro, né? Muito mais cômodo. Eu estou aqui fazendo a minha parte, estou longe da minha família, estou aqui defendendo o meu país e vou continuar fazendo porque é convicção. Eu tenho certeza que é isso que o presidente Bolsonaro estaria fazendo, ia ter gente aqui representando o governo brasileiro, negociando".

“Tarifas ao Brasil beneficiam a China”

Ao detalhar os argumentos levados aos órgãos reguladores americanos, Flávio Bolsonaro defendeu que penalizar o mercado brasileiro pode gerar um efeito reverso e geopoliticamente desfavorável para os próprios Estados Unidos, aproximando economicamente o Brasil do bloco asiático.

"Eu fiz a defesa técnica tentando usar os argumentos que vão sensibilizar o governo americano. Ele (Trump) tem preocupação com relação a como é que o Brasil se posiciona com relação à China. Você tem que usar o argumento seguinte: ‘Olha, vocês vão lembrar que lá em julho do ano passado, quando os Estados Unidos impuseram uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros, qual foi a consequência? O comércio com a China aumentou muito, bateu um recorde de 171 bilhões de dólares, e com relação aos Estados Unidos, ficou ali na faixa dos 83 bilhões de dólares. Olha, se vocês impuserem, mais uma vez, uma tarifa de 25%, ainda que não seja de 50%, mas de 25%, que é muito alta, qual vai ser a consequência disso? Vocês vão acabar fortalecendo a China, que é com quem os Estados Unidos competem hoje, querem ter a hegemonia com relação à potência comercial do mundo’"

O senador complementou expondo a situação fiscal das empresas no cenário interno e concluiu fazendo uma defesa do Pix como um gerador indireto de negócios para o mercado financeiro norte-americano.

"Argumentei lá quando estive pessoalmente com o Trump também, falei: ‘Olha, as empresas brasileiras já são as mais tarifadas do mundo. A gente tem alguém governando o país, alguém que é do PT, o partido dos taxadores. As empresas brasileiras já não aguentam mais tantos impostos. Se acontecer isso, vai quebrar empresas brasileiras, vai aumentar o preço dos produtos que forem tarifados para os próprios consumidores americanos’", disse Flávio.

"Defendi o nosso Pix, eu falei: ‘Olha, gente,, é uma inovação que veio no governo Bolsonaro, foi criado durante o governo do presidente Bolsonaro. Foi o Pix que incluiu dezenas de milhões de brasileiros, principalmente os mais pobres nesse sistema formal da economia. Qual foi a consequência disso? Se o Pix funcionou para esse pessoal vir para esse mercado formal, por consequência, cartões de crédito, por exemplo, que têm bandeiras dos Estados Unidos eles passaram a oferecer um serviço para esse pessoal que o Pix oferece. O parcelamento em várias vezes aí para a frente, determinados créditos que o Pix não consegue fazer. Então, por consequência, isso acabou beneficiando, além dos brasileiros, beneficiou também os consumidores e algumas empresas americanas. Quer dizer, por que atacar o Pix? Não faz sentido’", concluiu.

Fonte: Band.
Carregando os comentários...
Programação Melody 94.1 com JulimBrazil
Fernanda Porto - Só Tinha Que Ser Com Voce
Carregando... - Carregando...