O cantor MC Guimê e sua noiva, a empresária Fernanda Stroschein, usaram as redes sociais nesta terça-feira (7) para compartilhar um momento delicado que estão vivendo com a filha primogênita, Yarin.
Nascida no último dia 8 de dezembro, a bebê de apenas um mês foi diagnosticada com APLV (Alergia à Proteína do Leite de Vaca). Em um relato sincero nos Stories do Instagram, o ex-BBB detalhou como o casal percebeu que algo não estava bem e alertou outros pais sobre a importância de buscar ajuda médica rápida.
Segundo o funkeiro, Yarin começou a apresentar sinais de desconforto acentuado, como irritação intensa, pele avermelhada e cólicas muito fora do comum.
Fernanda acrescentou que o esforço para evacuar e a presença de sangue nas fezes foram os estopins para que entrassem em contato com a pediatra. "Não é brincadeira essa alergia. Os sintomas não melhoravam e se intensificaram", desabafou Guimê.
Apesar do susto, o artista tranquilizou os fãs ao afirmar que a pequena já apresenta melhoras significativas após a introdução de uma fórmula especial e o início do tratamento adequado.
O que é a APLV?
A Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) é a alergia alimentar mais comum em bebês e crianças pequenas, afetando cerca de 2% a 3% dos lactentes. Ela ocorre quando o sistema imunológico do bebê identifica erroneamente as proteínas presentes no leite de vaca (como a caseína e a lactoalbumina) como substâncias nocivas, desencadeando uma reação alérgica.
Sintomas mais comuns:
- Digestivos: Cólicas intensas, vômitos, diarreia, prisão de ventre ou presença de sangue e muco nas fezes.
- Cutâneos: Manchas vermelhas na pele (urticária), descamação ou inchaço nos lábios e pálpebras.
- Respiratórios: Chiado no peito e dificuldade para respirar (em casos mais raros e graves).
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico da APLV é essencialmente clínico, baseado no histórico de sintomas e, muitas vezes, confirmado pelo "teste de exclusão", onde o leite de vaca é retirado da dieta da mãe (se o bebê mama no peito) ou substituído por fórmulas especiais (hidrolisadas ou de aminoácidos). É importante não confundir a APLV com a intolerância à lactose, que é a dificuldade de digerir o açúcar do leite e não envolve o sistema imunológico.
A boa notícia para o casal é que a maioria das crianças supera a APLV entre os 3 e 5 anos de idade, conforme o sistema digestivo e imunológico amadurecem. Por ora, Guimê e Fernanda celebram a paz de ver Yarin voltando a sorrir e se alimentar bem sob supervisão médica.