A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, continua repercutindo em todo o país após novos relatos sobre os momentos que se seguiram ao acidente ocorrido em 13 de junho de 2026, em Limeira, no interior de São Paulo.
A jovem participava de uma atividade de rope jump na chamada Ponte do Esqueleto, quando foi lançada de uma altura de cerca de 40 metros sem estar conectada à corda de segurança, caindo em queda livre. O caso ganhou grande repercussão após vídeos mostrarem o momento do salto e o desespero de pessoas que perceberam a ausência do equipamento.
Uma das primeiras pessoas a chegar até Maria Eduarda foi a enfermeira Rayza Dias, que estava no local como visitante. Ela desceu uma ribanceira para prestar socorro imediato e relatou que, apesar da gravidade dos ferimentos, a jovem ainda apresentava sinais de vida.
"Vi que ela estava com uma respiração ofegante e olhei a pupila dela, que infelizmente estava dilatada, as duas. Vi pulsação, estava bem fraca, mas ela ainda tinha pulsação", contou.
A enfermeira tentou manter a vítima consciente enquanto aguardava a chegada do resgate. Durante o atendimento, ela chegou a conversar com a jovem em uma tentativa de tranquilizá-la.
"Ainda conversei com ela. Tenho mania de brincar e falar: "ninguém morre no meu plantão". E ainda falei para ela: "Duda, ninguém morre no meu plantão", mesmo que eu não estivesse de plantão ali.
Os relatos indicam que a morte não foi instantânea. A jovem ainda apresentou sinais vitais por alguns instantes após a queda, mas não resistiu aos ferimentos graves. A enfermeira iniciou manobras de reanimação e permaneceu prestando assistência até a chegada das equipes de emergência, que também tentaram salvar a vítima, sem sucesso.
O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio com dolo eventual, quando há a consciência do risco de provocar a morte. As investigações apontam falhas nos procedimentos de segurança, especialmente na checagem dos equipamentos antes do salto.
Seis pessoas foram detidas após o ocorrido, e três instrutores responsáveis pela atividade seguem presos preventivamente.