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El Monstruo: líder de facção que se escondeu no Brasil é extraditado
Reprodução/Jornal da Noite

A extradição de Eric Moreno Hernandes, conhecido como "El Monstruo", mobiliza autoridades de segurança do Paraguai e do Peru nesta quarta-feira (28). Apontado como o criminoso mais procurado do país andino, Hernandes é o suposto líder da organização criminosa Los Injertos del Cono Norte. O transporte do detido ocorre em um avião policial sob forte aparato de vigilância, após um período em que o investigado permaneceu foragido em território brasileiro.

Hernandes utilizou o Brasil como esconderijo antes de ser capturado. Durante sua passagem pelo estado de São Paulo, o grupo ligado ao criminoso se envolveu em um confronto armado com militares do Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar, na cidade de Suzano. Na ocasião, um policial militar morreu durante a troca de tiros.

Histórico de fuga e atuação criminosa

As investigações apontam que Eric Moreno Hernandes viveu clandestinamente em uma residência em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. Após o período no Brasil, ele fugiu para o Paraguai, onde acabou preso em setembro do ano passado em uma operação coordenada pela Interpol. Em entrevista concedida à Telefuturo, emissora parceira da Band no Paraguai, o suspeito admitiu envolvimento com atividades ilícitas, embora negue a autoria de diversos crimes atribuídos a ele.

A organização chefiada por "El Monstruo" é considerada a mais perigosa em atividade no Peru. Embora o grupo atue no tráfico de entorpecentes, a principal atividade econômica da facção consiste no sequestro de filhos de empresários e de figuras políticas. O bando é conhecido pela violência extrema no tratamento de rivais e opositores.

Processos judiciais e condenação

No Peru, Eric Moreno Hernandes responde a três processos criminais distintos. As acusações incluem os crimes de organização criminosa, sequestro e assassinato. Caso seja condenado por todas as infrações, as penas somadas podem chegar a quase 100 anos de reclusão.

O processo de transferência entre os países foi concluído sem novos incidentes, e o investigado agora permanece à disposição da Justiça peruana para o cumprimento dos trâmites processuais e das ordens de prisão vigentes em seu país de origem.

Fonte: Band.
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