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Ed Motta pede perdão para Paraíba e Nordeste após polêmica em restaurante
Reprodução/X/@EdMotta

O cantor Ed Motta decidiu pedir desculpas para o estado da Paraíba e toda a região Nordeste após a polêmica envolvendo a equipe do restaurante Grado, no Rio de Janeiro. Na confusão, o artista teria chamado um dos funcionários de 'paraíba' de forma pejorativa.

Em vídeo, Ed Motta pede desculpas ao som de Cassiano, cantor paraibano que fez sucesso nos anos 70 e 80. "Meu pedido de desculpas, de perdão, ao povo do Nordeste brasileiro, principalmente da Paraíba, vem através da música, da arte, do brilhante Genivaldo Cassiano, paraibano, compositor, cantor, que influencia minha obra desde o começo", disse Ed Motta.

Ele contou que no começo da carreira, se inspirou no paraibano. "Em 1988, no show cantava essa música. Então toda minha admiração pela Paraíba e pelo Nordeste, por toda a criatividade da região. Viva o Nordeste brasileiro, viva a Paraíba", afirmou Ed Motta.

Nos comentários, internautas criticaram Ed Motta. "Foi preconceituoso, violento, teve prejuízo e agora quer pedir desculpas? A rescisão de contratos doeu no bolso? Tá pensando que engana a quem?", disse um, citando shows de Ed Motta que ocorreriam na região. "Melhor não aparecer na Paraíba enquanto a galera lembrar disso", disse outro.

Relembre o caso

O cantor Ed Motta é investigado por injúria por preconceito após uma confusão no restaurante Grado, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ed Motta, segundo os funcionários do restaurante, teria chamado de forma pejorativa a eles de 'paraíba' e os ofendido com termos xenofóbicos e transfóbicos.

No relato, obtido pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo e BandNews FM, Ed Motta confirma que ele e os amigos ficaram irritados com a taxa de rolha, cobrada quando o cliente leva o próprio vinho ao restaurante. E que se chateou, mas que não ofendeu ninguém.

Motta conta que ele se surpreendeu com a taxa de rolha. Ele afirmou que se sentiu "chateado e desprestigiado com o fato, tendo em vista que isso nunca ocorrera anteriormente". Ao falar com o gerente, este o explicou que a taxa foi cobrada porque a mesa estava cheia.

Chateado e influenciado pela emoção, Ed Motta conta que pegou a cadeia e a arremessou, mas sem a intenção de acertar ninguém. Sobre a acusação de ter proferido ofensas xenofóbicas para a equipe, ele nega. Ele destacou que é "é neto de baiano e bisneto de cearense, possuindo amplo respeito pelos nordestinos". Além disso, ele citou que é "negro e gordo e repudia qualquer tipo de preconceito".

O músico contou ainda que não viu a confusão que se seguiu, que contou com garrafada e troca de agressões entre outros clientes, os amigos dele e funcionários do Grado. Ele afirmou que soube de tudo "na manhã seguinte" e não presenciou nenhuma briga.

Áudios de 2025 mostram Ed Motta xingando funcionário de ‘paraíba’

Áudios do cantor e compositor Ed Motta contradizem a versão do artista sobre a confusão envolvendo ele e funcionários do restaurante Grado, na Zona Sul do Rio de Janeiro. As mensagens, enviadas ao dono do estabelecimento em 2025, mostram ameaças dele contra o barman que o acusa de chamá-lo de 'paraíba' de forma pejorativa.

Em um dos trechos, Ed Motta reclama do funcionário e o critica por ser nordestino. "Eu tive uma noite horrível ontem por conta desse cara. Na décima [vez], se eu for falar com ele, vai sair porrada. Porque é a Tijuca contra o Nordeste, né? Então, é tipo: 'pô cara, seu paraíba filho da p*ta, entendeu? Você está trabalhando com o público, não pode se comportar desse jeito", disse.

Em outro trecho, ele ameaça o barman. "A próxima é tipo pular o balcão e pegar ele", afirmou. A defesa de Ed Motta afirma que os áudios são antigos e fora de contexto, divulgados com o objetivo de influenciar a investigação sobre a confusão envolvendo a taxa de rolha no dia 2 de maio.

Fonte: Band.
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