A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na noite desta terça-feira (13), dois homens suspeitos de estarem envolvidos em um furto milionário a uma joalheria nos Jardins, bairro nobre na Zona Sul de São Paulo. Os agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) conseguiram recuperar centenas de joias roubadas e ainda apreenderam a ferramenta usada pelos bandidos para entrar na joalheria por estabelecimentos vizinhos.
O crime foi consumado na segunda-feira (12) na capital paulista. As investigações apontam que os homens usaram uma serra de mármore para perfurar a parede de três lojas vizinhas para conseguir acessar a joalheria. Um dos homens presos trabalha como pedreiro e é apontado como participante direto da execução do crime.
O caso é investigado pela 2ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat). A atuação usou base de dados e análises de imagem feitos em parceria com o setor de Inteligência da Guarda Civil Metropolitana (GCM).
Suspeitos foram presos em tabacaria no centro de São Paulo
A Polícia Civil afirmou que, durante as investigações, uma picape Fiat Strada usada no crime foi identificada. Desta forma, os investigadores conseguiram chegar ao nome de um dos envolvidos. A partir disso, as equipes encontraram os dois homens em uma tabacaria localizada na Rua Isabel, na Vila Buarque, centro da capital paulista.
Os suspeitos estavam com uma mochila que guardava centenas de peças roubadas da joalheria nos Jardins. Os homens vão responder por furto qualificado e associação criminosa. Agora, as investigações buscam identificar se há outras pessoas envolvidas no planejamento e na execução do crime.
A ação dos ladrões para furtar joalheria em São Paulo
Imagens obtidas pela Band mostram que a quadrilha furtou a joalheria na Rua Oscar Freire, no bairro dos Jardins, na zona oeste de São Paulo, após passar cerca de 18 horas quebrando paredes de estabelecimentos vizinhos.
A ação começou na manhã de domingo e terminou na madrugada de segunda-feira, aproveitando o movimento de uma manifestação na Avenida Paulista e a presença de um imóvel em reforma para encobrir o barulho das ferramentas.
O grupo seria integrado por cinco a seis criminosos. Envolvidos violaram o cadeado de uma loja em obras localizada entre as ruas Doutor Melo Alves e Oscar Freire. A partir desse local, os invasores usaram ferramentas pesadas, como marteletes demolidores, para perfurar paredes e acessar o andar superior de duas lojas consecutivas de roupas, até alcançarem o depósito e o interior da joalheria.
Para executar a invasão sem despertar suspeitas, os suspeitos sabotaram o sistema de monitoramento interno e desligaram os circuitos de vigilância do estabelecimento. O som dos impactos nas paredes não chamou a atenção da vizinhança porque o imóvel ao lado já se encontrava em obras.