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Desenrola 2.0: saiba como usar o FGTS para quitar dívidas bancárias
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“Como funciona o Desenrola Brasil?” é uma das perguntas mais buscadas do Google nesta quarta-feira (27).

A Sala Digital explica as novas regras para o Desenrola 2.0, que é um programa do Ministério da Fazenda para reequilibrar o orçamento das famílias brasileiras. A principal novidade é a liberação do uso do saldo do FGTS para amortizar ou quitar débitos em atraso.

Quem pode participar do programa

O público-alvo do Desenrola 2.0 abrange trabalhadores com renda mensal de até cinco salários mínimos, o que atualmente equivale a R$ 8.105. O programa é voltado para a renegociação de débitos bancários, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC), contratados até 31 de janeiro de 2026.

Para que a dívida seja elegível, as parcelas devem estar vencidas há um período entre 91 dias e dois anos (720 dias). O programa oferece descontos de até 90% sobre o valor original da dívida, taxa de juros limitada a 1,99% ao mês, parcelamento em até 48 vezes (com parcela mínima de R$ 50) e prazo de até 35 dias para pagar a primeira prestação.

Regras para o uso do FGTS

O trabalhador pode utilizar recursos de contas ativas e inativas do FGTS, sendo que o sistema prioriza as contas inativas. O dinheiro não é sacado diretamente pelo cidadão; a Caixa Econômica Federal realiza a transferência diretamente para o banco credor. O Governo Federal definiu um teto global de R$ 8,2 bilhões para essa modalidade, e os pedidos são processados por “ordem de chegada” até que o limite seja atingido.

O uso do saldo impacta o Saque-Aniversário. O trabalhador que aderir ao Desenrola sofre a suspensão temporária do benefício do saque e fica impedido de realizar novas antecipações do fundo. Esse bloqueio dura até que o valor utilizado seja integralmente recomposto pelo saldo do fundo, por meio dos depósitos regulares do empregador.

Entenda os limites de valores

A legislação determina que o trabalhador pode usar até 20% do seu saldo total do FGTS ou R$ 1 mil, prevalecendo sempre o que for maior. O valor de R$ 1 mil funciona como um piso, ou seja, uma garantia mínima para quem tem pouco saldo no fundo. O uso desse limite é facultativo, e o valor exato pode ser definido durante a negociação.

Existe também uma segunda trava que limita a renegociação a R$ 15 mil por instituição financeira. Se o trabalhador tem dívidas em mais de um banco, ele pode quitar os débitos desde que cada negociação individual respeite esse teto. Caso ele deva um valor superior em um único banco, o programa permite renegociar apenas os R$ 15 mil dessa dívida específica.

Passo a passo para renegociar

O processo começa por meio do aplicativo oficial do FGTS, onde o usuário faz o login com seu CPF e senha do portal Gov.br. No menu principal, o usuário deve acessar a opção “Novo Desenrola Brasil”, selecionar “Continuar” e clicar em “Autorizar instituição”. Essa autorização permite que os bancos consultem o saldo por até 90 dias. Devido ao alto volume de acessos, o aplicativo pode apresentar instabilidades ou filas virtuais.

Após concluir a etapa digital, o trabalhador deve procurar o banco onde possui a dívida em atraso ou se dirigir a uma das 10 mil agências dos Correios habilitadas. Na negociação, o cidadão define o valor do fundo que será utilizado para abater o débito.

Firmado o acordo, o banco tem um prazo estimado de até 30 dias para formalizar o contrato e registrar os dados nos sistemas da Caixa Econômica Federal. Após a validação das informações, a Caixa realiza a liquidação enviando o dinheiro diretamente à instituição credora.

Fonte: Band.
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