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Deolane operava como caixa do PCC, afirma Lincoln Gakiya

O Ministério Público do Estado de São Paulo detalhou a função da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra na estrutura financeira do Primeiro Comando da Capital (PCC). Alvo de uma megaoperação deflagrada nas primeiras horas desta quinta-feira, ela é apontada pelas autoridades como uma peça central na ocultação de bens da organização. Segundo o promotor de Justiça Lincoln Gakya, que atua diretamente nas investigações contra a cúpula da facção, Deolane funcionava na prática como uma espécie de "caixa" do crime organizado.

A investida mira a asfixia financeira do grupo e também tem como alvo Marcos Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo do PCC.

O "caixa" do crime organizado

A definição do papel de Deolane Bezerra no esquema foi explicada de forma objetiva pelo Ministério Público. De acordo com as apurações conjuntas com a Polícia Civil, a influenciadora não atuava como uma operadora periférica, mas sim como um cofre seguro para a lavagem dos recursos da facção. A escolha da advogada para essa função criminosa possui razões estratégicas. As autoridades avaliam que o grande poder econômico adquirido por ela ao longo do tempo, somado à sua vasta influência midiática, forneceu a fachada ideal. A posição de figura pública de sucesso blindava as transações aos olhos dos órgãos de controle, permitindo que a cúpula do crime depositasse valores vultosos sob a sua guarda.

A mecânica da mistura de capitais

O funcionamento dessa engrenagem de lavagem de capitais baseava-se na confusão patrimonial. Durante as explicações sobre as provas que motivaram a prisão, o promotor detalhou a mecânica do esquema. O crime organizado depositava os recursos em espécie — oriundos de atividades ilícitas — nas contas bancárias ligadas à influenciadora digital.

Uma vez inserido no sistema financeiro oficial, esse dinheiro sujo acabava se misturando intencionalmente com a renda das atividades legais da empresária. O montante ilícito era mascarado em meio aos ganhos reais gerados por publicidade, patrocínios e honorários advocatícios. Essa mescla camuflava a origem dos valores. Posteriormente, quando o núcleo de comando do PCC precisava de dinheiro vivo para financiar novas operações ou despesas, esses mesmos recursos retornavam "limpos" para as mãos dos criminosos.

Fonte: Band.
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