A influenciadora Deolane Bezerra e outros seis investigados foram indiciados pela Polícia Civil de São Paulo por crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Band teve acesso ao relatório final da investigação, que supera 100 páginas e detalha a estrutura utilizada para a movimentação de recursos ilícitos.
De acordo com as autoridades, o grupo atuava na ocultação e integração de valores provenientes das atividades do Primeiro Comando da Capital (PCC). O documento policial aponta que Deolane Bezerra desempenhava o papel de "caixa da facção", utilizando empresas de fachada para dissimular a origem do patrimônio.
O papel da influenciadora na estrutura criminosa
O relatório da Polícia Civil destaca o uso de fragmentação financeira para dificultar o rastreamento dos valores. Deolane Bezerra é descrita pelos investigadores como um "verdadeiro repositório patrimonial" da organização, responsável por centralizar o fluxo financeiro destinado à lavagem de ativos.
A investigação, que teve início há sete anos, avançou após a apreensão de bilhetes atribuídos à cúpula do PCC no presídio de Presidente Venceslau, no interior paulista. Naquela ocasião, as autoridades identificaram uma transportadora que servia de base para a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas, iniciando o mapeamento da rede que culminou no indiciamento dos sete envolvidos.
Próximos passos da investigação
As apurações apontam que, entre 2018 e 2022, mais de R$ 27 milhões transitaram por contas pessoais e corporativas ligadas à influenciadora.
A partir da próxima segunda-feira (1º), o Ministério Público de São Paulo terá o prazo de cinco dias para se manifestar sobre o relatório apresentado pela Polícia Civil. Após a análise da promotoria, os sete indiciados poderão se tornar réus pelas acusações de organização criminosa e lavagem de dinheiro.