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Dentista é preso por obrigar companheira a tatuar nome dele dez vezes em SC

A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu o dentista Alisson Malinoski, de 40 anos, acusado de submeter sua companheira a um ciclo de violência extrema na cidade de Itapema, no litoral norte do estado. De acordo com as investigações, o agressor obrigou a vítima, uma mulher de 39 anos, a tatuar o nome dele dez vezes em diferentes partes do corpo, desde o pescoço até a planta dos pés.

Segundo o relato da delegada Marcela Smolenaars, o dentista levou a mulher a um estúdio e a coagiu a dizer ao tatuador que os desenhos eram um "presente de casamento". Durante o cumprimento do mandado de prisão na residência do suspeito, os agentes apreenderam duas pistolas e munições.

Fuga e denúncia no Rio Grande do Sul

O caso de violência doméstica foi descoberto após a vítima conseguir escapar do imóvel onde era mantida. Conforme a apuração do repórter Eduardo Carvalho, a mulher aproveitou o momento em que o agressor estava em sono profundo, sob efeito de medicamentos, para fugir levando apenas a roupa do corpo.

Com o auxílio de terceiros durante o trajeto, ela percorreu cerca de 500 quilômetros até chegar ao município de Esteio, no Rio Grande do Sul, onde reencontrou familiares e buscou proteção. A delegada Marcela Smolenaars descreveu o estado da vítima como "chocante", apresentando marcas de agressões por todo o corpo. Em depoimento, a mulher relatou quatro meses de convivência marcados por violência física, psicológica, patrimonial, moral e restrição de liberdade.

Histórico criminal e tipificação

Alisson Malinoski foi encaminhado ao Presídio Regional de Itapema e está sob investigação por cárcere privado, lesão corporal, ameaça e dano no contexto de violência doméstica. A polícia informou que o dentista já possui antecedentes criminais por práticas semelhantes cometidas contra outras duas mulheres no passado.

O inquérito policial deverá reunir os laudos periciais e os depoimentos das testemunhas para consolidar a acusação. O sistema judiciário catarinense avalia agora a manutenção da prisão preventiva do suspeito diante do risco oferecido à integridade da vítima e do histórico de reincidência.

Fonte: Band.
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