A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a Polícia Federal prove a existência do grupo denominado “A Turma”.
Em nota, a defesa de Vorcaro informou que o cumprimento do mandado de prisão preventiva ocorreu sem que os advogados tivessem acesso prévio aos elementos que fundamentaram a decisão.
Por conta disso, a defesa requereu ao STF que determine à Polícia Federal a apresentação de informações objetivas que sustentaram o pedido de prisão, incluindo:
- As datas das mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e mencionadas na investigação;
- A comprovação da existência do suposto grupo de mensagens denominado “A Turma” e se Daniel Vorcaro fazia parte do grupo;
- As datas das alegadas invasões de sistemas de órgãos públicos e remoções de conteúdo em plataformas digitais;
- Os documentos e datas que comprovariam pagamentos mencionados na representação policial; e
- A identificação do documento, número de conta e evidências que sustentariam a afirmação de bloqueio de R$ 2,2 bilhões em suposta conta atribuída ao pai do empresário.
“Daniel Vorcaro sempre esteve à disposição das autoridades e segue colaborando com as investigações, confiante de que o acesso pleno aos elementos do processo permitirá o correto esclarecimento dos fatos, com respeito ao contraditório e à ampla defesa”, disseram os advogados.
“A Turma”
Segundo a investigação, o grupo mantinha uma estrutura de vigilância e coerção privada destinada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos do conglomerado financeiro.
A menção do grupo consta no documento que embasou a prisão do banqueiro nesta quarta-feira (4). Ele foi transferido para o presídio de Potim, no interior de São Paulo.