A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, espera apresentar à Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República (PGR) as bases do acordo de delação premiada no prazo de até 15 dias.
Nos próximos dias, os advogados vão conversar com o banqueiro para determinar exatamente a extensão da delação: nomes, datas, eventos, suspeitas levantadas e provas que Vorcaro pretende apresentar.
Na sequência, o material segue para as autoridades e ele será ouvido pelos delegados e procuradores em depoimento. Só então o acordo é assinado por todos e homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A reportagem apurou que Daniel Vorcaro tem pressa em fechar o acordo de delação premiada, porque a perícia do primeiro celular do banqueiro já terminou. Agora, faltam oito.
Vorcaro assina termo de confidencialidade
Daniel Vorcaro assinou, na noite desta quinta-feira (19), o termo de confidencialidade que formaliza o início das tratativas para uma eventual delação premiada. A assinatura do documento ocorreu em conformidade com as diretrizes estabelecidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pela Polícia Federal (PF).
Este passo é obrigatório para que o potencial delator e seus advogados possam avançar no detalhamento das informações que serão oferecidas à Justiça. A confidencialidade está prevista na lei que rege as delações.
A partir de agora, a sequência dos trabalhos envolve a apresentação dos memoriais de acusação, a listagem dos nomes dos envolvidos e a descrição detalhada das provas que Vorcaro pretende entregar às autoridades.
Próximos passos e prazos da negociação
A expectativa dos advogados de Daniel Vorcaro é de que todo o processo — incluindo a homologação dos termos, o conteúdo das delações e os benefícios jurídicos a serem concedidos — esteja devidamente fechado e assinado nos próximos 15 dias. Até o momento, o teor das acusações e o escopo dos setores atingidos pela colaboração permanecem sob sigilo de justiça.
Vorcaro é transferido para a PF
O banqueiro foi transferido na noite desta quinta-feira (18) para a Superintendência da Polícia Federal, atendendo a uma determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O empresário, que estava em um presídio federal de segurança máxima em Brasília, foi transferido de helicóptero.