A sessão da CPMI do INSS desta quinta-feira (26) foi suspensa por 15 minutos após parlamentares trocarem agressões físicas. A confusão ocorreu minutos depois da aprovação, em bloco, de 87 requerimentos apresentados à comissão.
Entre os pedidos aprovados está a quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República.
Participaram do tumulto o deputado Rogério Corrêa (PT-MG), o relator da comissão, Alfredo Gaspar (União-AL), e os deputados Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ). Luiz Lima afirmou ter sido atingido por um soco durante a confusão.
O vice-presidente da comissão, deputado Duarte Júnior (PSB-MA), afirmou que a votação global dos requerimentos foi uma proposta da base aliada do governo, que acreditava ter maioria para barrar as aprovações. No entanto, no voto simbólico, acabou derrotada.
A sessão foi retomada, e parlamentares da base governista pedem a anulação do resultado da votação. Eles alegam que tinham maioria e que foram 14 votantes e não 7, como disse o senador Carlos Viana (Podemos-MG), relator da CPMI. Os governistas levarão a questão para a mesa diretora (Davi Alcolumbre) e querem denunciar Viana ao Conselho de Ética.