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Cozinheiro é condenado a 24 anos de prisão pela morte da filha em SP

Mais de 10 anos após o crime, a Justiça de São Paulo condenou o cozinheiro Ricardo Krause a 24 anos de prisão em regime fechado por homicídio doloso qualificado pela morte de sua própria filha, Sofia Kissajikian, de apenas 4 anos. A decisão foi proferida pelo Conselho de Sentença após um julgamento que durou três dias no Tribunal do Júri.

O caso ocorreu em dezembro de 2015, quando a menina foi encontrada morta na sala do apartamento do pai com um saco de lixo sobre a cabeça. Laudos do Instituto Médico Legal (IML) confirmaram que a causa da morte foi asfixia mecânica.

Na ocasião, Ricardo afirmou aos policiais que havia ido tomar banho e que, ao retornar à sala, já teria encontrado a filha sem sinais vitais, sustentando a tese de um acidente doméstico. Ele foi preso em flagrante durante o velório da criança e sempre negou a autoria do crime.

As investigações conduzidas pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) apontaram que o assassinato foi premeditado. O cozinheiro buscou a filha na creche sem a autorização da mãe e, logo após a morte da menina, telefonou primeiro para o próprio pai, em seguida para a namorada e apenas por último acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O processo contra Ricardo Krause foi marcado por sucessivas decisões e recursos ao longo de mais de uma década. Em 2018, ele chegou a ser condenado a 24 anos de reclusão pelo primeiro Tribunal do Júri. No entanto, dois anos depois, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) anulou a sentença por identificar contradições na votação dos jurados.

Em um julgamento posterior, o Conselho de Sentença acolheu a tese da defesa de que a morte teria decorrido de um acidente doméstico, resultando na soltura do acusado após ele cumprir cinco anos de detenção na Penitenciária de Tremembé, no interior paulista.

O Ministério Público e os advogados da família da mãe da vítima recorreram da decisão. A acusação apresentou elementos técnicos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) demonstrando a impossibilidade mecânica de uma criança de 4 anos se asfixiar acidentalmente com a sacola daquela maneira. O STJ acatou o pedido e autorizou a realização do novo júri popular.

Com a conclusão do novo julgamento nesta sexta-feira, os jurados rejeitaram a versão de acidente e reconheceram o dolo do réu na asfixia da vítima. A sentença de 24 anos de reclusão encerra as etapas de apelação sobre o mérito dos fatos, determinando que o cozinheiro retorne ao sistema prisional para o cumprimento integral da pena em regime fechado.

Fonte: Band.
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