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Com influenza liderando internações graves, Ribeirão Preto reforça campanha de vacinação
Foto: Guilherme Sircili

Ribeirão Preto registrou 667 casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), infecção respiratória severa que pode exigir hospitalização, entre janeiro e 21 de junho, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde. Entre os casos com vírus identificado, a influenza responde por 41,3% das internações, índice mais alto entre todos os agentes monitorados, à frente do VSR (Vírus Sincicial Respiratório), rinovírus e Covid-19.

Os registros apresentaram crescimento nos meses de maio e junho, período em que as temperaturas mais baixas favorecem a circulação do vírus. Nenhuma faixa etária ficou fora do radar: crianças de até 2 anos concentram o maior número de casos, 113 no período, com predominância do VSR; enquanto idosos acima de 80 anos somam 58 internações. No total, cinco mortes foram associadas à SRAG em decorrência da influenza no município desde janeiro.

Diante do cenário, a pasta intensifica o chamado à vacinação. “Os dados de internação por SRAG confirmam que a influenza está em franca circulação no município. A vacina está disponível para toda a população a partir dos 6 meses de idade, e cada pessoa vacinada é uma pessoa a menos que pode evoluir para um caso grave”, afirma Luzia Márcia Romanholi Passos, subsecretária de Vigilância em Saúde.

A vacinação pode ser realizada nas 39 salas de vacina da rede municipal, abertas de segunda a sexta-feira, nos horários de funcionamento de cada unidade de saúde. Não é necessário agendamento e é preciso levar um documento de identificação e carteira de vacinação, se houver.

Os endereços das salas de vacina estão disponíveis no link: www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/saude/salas-vacinas

Proteção contra o VSR

Desde fevereiro, o município também disponibiliza o Nirsevimabe, anticorpo indicado para a prevenção do VSR, importante causador de bronquiolite e complicações respiratórias em bebês. Podem receber o medicamento bebês prematuros com até 36 semanas e seis dias de gestação e crianças de até 23 meses com comorbidades. A aplicação é feita nas maternidades com UTI neonatal do SUS, enquanto o bebê estiver internado, ou na UBDS Castelo Branco.

A Vigilância em Saúde também reforça a importância da vacinação de gestantes contra o VSR, disponível na rede pública municipal. A imunização durante a gestação contribui para a transferência de proteção ao bebê ainda na gestação, reduzindo o risco de casos graves e internações nos primeiros meses de vida.

“A rede municipal de saúde oferece hoje um conjunto robusto de proteção contra as doenças respiratórias graves. Temos vacina contra a influenza para toda a população a partir dos 6 meses, vacina para gestantes contra o VSR e o Nirsevimabe para os bebês mais vulneráveis. É importante que a população aproveite o que está disponível”, afirmou o secretário municipal de saúde, Mauricio Godinho.

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