A crise instalada na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) após as denúncias envolvendo o presidente Samir Xaud extrapolou as páginas policiais e atingiu o coração da entidade. Segundo informações divulgadas pelo portal UOL, o clima nos bastidores é de guerra declarada. Dirigentes relatam um ambiente de extrema desconfiança, marcado por vazamentos de informações e uma intensa movimentação de "fogo amigo" em busca de espaços para uma eventual sucessão.
Embora publicamente alguns presidentes de federações estaduais tenham manifestado apoio ao atual mandatário, a realidade interna, confirmada por apurações de veículos como o jornal Lance, é de instabilidade. A disputa pelo poder na CBF já tem até nomes de peso sendo ventilados nos bastidores como possíveis sucessores, incluindo o de Francisco Mendes, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.
Operação abafa e o afastamento da seleção
A cobertura feita pela ESPN reforça que o deslocamento de Samir Xaud para Orlando na última segunda-feira (15) não foi uma decisão casual, mas uma estratégia calculada. A reportagem aponta que o dirigente deixou a concentração da seleção brasileira em New Jersey justamente diante do iminente vazamento de novos gastos indevidos. O objetivo, segundo fontes ligadas à delegação, era evitar que sua presença prejudicasse a preparação do time comandado por Carlo Ancelotti para o confronto contra o Haiti, nesta sexta-feira.
A tentativa de controle de danos, contudo, tem falhado. A exposição de gastos que somam mais de R$ 117 mil em uma única viagem — incluindo hospedagem de luxo e passagens aéreas para uma acompanhante — colocou a CBF sob um escrutínio que a comissão técnica não desejava enfrentar durante o torneio. A preocupação agora recai sobre o impacto dessa exposição na concentração dos jogadores e na imagem da seleção brasileira perante a torcida.