A Justiça de São Paulo negou o pedido para "absolvição sumária” feito pela defesa do Tenente-coronel da Polícia Militar, Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, também PM, Gisele Alves Santana em fevereiro deste ano.
Na decisão, foram rejeitados os pedidos preliminares e o prosseguimento da ação penal foi mantido.
Além disso, foi definido o calendário das audiências de instrução no processo que apura o caso. As sessões vão ocorrer entre os dias 29 de junho e 3 de julho e devem ser ouvidos delegados, peritos, policiais militares, testemunhas e familiares da vítima,incluindo a filha de Gisele, de 7 anos.
O interrogatório do réu, Geraldo Leite Rosa Neto, foi marcado para o dia 3 de julho.
Relembre o caso
A morte da soldado da Polícia Militar Gisele ocorreu no dia 18 de fevereiro em um cenário de suspeita de feminicídio envolvendo seu marido, o tenente-coronel Geraldo Neto. O episódio ganhou repercussão após a perícia encontrar contradições entre a cena do crime e os depoimentos iniciais, levando a defesa da família da soldado a acusar o oficial de execução.
Por outro lado, o tenente-coronel sustenta que a esposa teria atentado contra a própria vida após ele sugerir a separação do casal naquela manhã.
Após uma série de investigações, A polícia de São Paulo prendeu em São José dos Campos, no interior paulista, o tenente-coronel Geraldo Rosa Neto, suspeito de matar a policial militar Gisele Alves.
No curso das investigações, foram identificadas divergências relevantes entre as declarações prestadas pelo investigado, especialmente no que se refere ao relacionamento do casal e aos fatos que teriam motivado o suposto suicídio da vítima.
Também foram constatadas inconsistências significativas quanto à conduta do tenente-coronel após o disparo da arma, até a formalização da ocorrência, o que compromete a credibilidade de sua versão.
As provas periciais e médico-legais, analisadas pela Polícia Técnico-Científica, indicam a inviabilidade da hipótese de suicídio, além de apontarem indícios de alteração do local do crime. Outros detalhes não serão divulgados neste momento, em razão de o procedimento tramitar sob segredo de justiça.