O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tirou o sigilo das investigações sobre a fraude bilionária no Banco Master nesta terça-feira (16). Os documentos liberados revelam também para a Polícia Federal "ameaças" de familiares de um personagem apontado como "o responsável pela milícia" do dono do Master.
Conforme investigadores, Luiz Philippi Mourão, o sicário, recebia pedidos de Vorcaro para investigar, coagir e intimidar adversários do banqueiro.
Joana Mourão, irmã de Luiz Phillipi, aparece em mensagens dizendo que poderia revelar arquivos que acabariam com a família do banqueiro. Delegados afirmam que pessoas próximas ao banqueiro tentaram depois "comprar o silêncio da irmã de sicário".
Luiz Philippi Mourão morreu na carceragem da polícia federal em Belo Horizontem em Minas Gerais, logo depois de ser preso, em março. A investigação da polícia federal concluiu que ele se matou dentro da cela.
Vorcaro dava ‘tratamento privilegiado’ a Ciro Nogueira
A Polícia Federal aponta, em representação encaminhada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, dava “tratamento privilegiado” e “diferenciado” ao senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas.
Como exemplo de tratamento, a Polícia Federal cita “o custeio de suíte do tipo ROYAL, no luxuoso hotel HYATT, em Nova Iorque”, nos Estados Unidos.
Conforme a representação, Ciro Nogueira atuaria no âmbito do Senado Federal, se valendo de sua posição institucional para exercer influência política e defender os interesses de Daniel Vorcaro.