Uma pesquisa recente revela que seis em cada dez brasileiros sonham em se aposentar até os 60 anos, mas apenas 28% acreditam que conseguirão alcançar esse objetivo. O levantamento, conduzido pelo Datafolha com cerca de 2 mil pessoas, aponta que 23% não têm intenção ou acham que nem sequer conseguirão se aposentar.
A realidade financeira contrasta com o desejo de descanso de grande parte da população. Aposentada há quatro anos aos 67 anos, Maria Aparecida de Moura relata que precisa continuar trabalhando como diarista para complementar a renda.
"Eu sou diabética, então, às vezes, tem que comprar muito mais coisas diferentes, medicação mesmo", afirma Maria Aparecida de Moura.
Regras atuais e o teto da Previdência
Atualmente, a idade mínima para a aposentadoria no Brasil é de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres. Os valores dos benefícios variam de um salário mínimo, fixado em R$ 1.600, até o teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que chega a quase R$ 8.500, conforme a contribuição realizada pelo trabalhador ao longo da vida profissional.
Diante do cenário desafiador em que muitos aposentados precisam continuar na ativa para pagar contas básicas, especialistas recomendam a adoção de um planejamento financeiro de longo prazo.
Dicas para garantir uma renda complementar
Para construir uma reserva financeira sólida, o professor de finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV) Fábio Gallo Garcia sugere iniciar as aplicações o quanto antes.
O especialista aponta que, entre as opções disponíveis no mercado, estão certificados de depósito bancário (CDBs), fundos imobiliários e aplicações em títulos do Tesouro Direto, administrados pelo governo. Para garantir um reforço na renda de R$ 3.000 mensais durante um período de 20 anos com um horizonte de 30 anos de aportes, o investidor precisa destinar mensalmente uma quantia aproximada entre R$ 200 e R$ 300.