A Barbie lançou nesta segunda-feira (12) a primeira boneca com transtorno do espectro autista (TEA). A boneca, feita para representar pessoas com autismo, foi criada em parceria com a Rede de Autodefesa Autista (ASAN), organização que luta pelos direitos das pessoas com autismo.
A ideia é de expandir a inclusão no universo dos brinquedos. "Barbie sempre se esforçou para refletir o mundo que as crianças veem e as possibilidades que imaginam, e estamos orgulhosos de introduzir nossa primeira Barbie autista como parte desse trabalho contínuo", diz Jamie Cygielman, líder global das bonecas da Mattel, marca dona da Barbie.
O design da Barbie com autismo é diferenciado. Os detalhes foram pensados para refletir as experiências de quem vive com TEA e para a diversão de quem convive com o transtorno.
A boneca tem articulações nos cotovelos e pulsos, permitindo movimentos como autoestimulação, o agitar de mãos para processar informações ou expressar sentimentos. O olhar também é deslocado, refletindo como algumas pessoas com autismo evitam o contato visual direto.
A Barbie ainda vem com um fidget spinner na cor rosa (que gira de verdade) para redução de estresse, fones de ouvido com cancelamento de ruído e um tablet que exibe um aplicativo de Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA).
Até a roupa da Barbie é pensada em quem convive com o autismo: a boneca tem um vestido roxo com corte mais solto e tecido pensado para minimizar o contato da fibra do tecido com a pele, além de sapatos baixos que promovem estabilidade. A boneca deve chegar ao Brasil em julho, com preço sugerido de R$ 119,99.